Artistas e outras personalidades lamentaram neste domingo (20) a morte de Preta Gil. Desde janeiro de 2023, ela tratava um câncer no intestino.
Gilberto Gil e Flora Gil confirmaram a morte da cantora nas redes sociais (cantor, compositor e pai de Preta Gil e empresária e madrasta de Preta Gil): É com tristeza que informamos o falecimento de Preta Maria Gadelha Gil Moreira, em Nova Iorque, onde estamos neste momento cuidado dos procedimentos para sua repatriação ao Brasil. Pedimos a compreensão de tantos queridos amigos, fãs e profissionais da imprensa enquanto atravessamos esse momento difícil em família. Assim que possível, divulgaremos informações sobre as despedidas. ❤️
A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20) aos 50 anos após complicações de um câncer no intestino, também chamada de câncer de cólon ou colorretal.
Filha do cantor Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, Preta estava nos Estados Unidos fazendo tratamentos experimentais contra a doença, descoberta em janeiro de 2023.
Ela deixa o filho Francisco Gil e a neta Sol de Maria.
A descoberta do câncer ocorreu após exames terem apontado a presença de um tumor adenocarcinoma na porção final do órgão.
Em agosto de 2023, a cantora anunciou que seu câncer havia se espalhado por quatro pontos. Ela estava nos EUA desde maio deste ano. A previsão era de que o tratamento continuasse até agosto.
O adenocarcinoma é o tipo de tumor maligno que causou o câncer de intestino da cantora. Ele se desenvolve em pólipos (crescimento anormal de tecidos em regiões como o intestino) que, embora sejam considerados benignos, se não identificados e tratados precocemente, podem sofrer alterações ao longo dos anos e se tornar cancerígenos.
No caso específico dos tumores intestinais, os médicos explicam que muitos se desenvolvem de modo assintomático, o que ressalta a importância de exames de rastreamento (leia mais abaixo).
Fatores de risco para câncer de intestino
O câncer no intestino é o segundo mais frequente no aparelho digestivo e o terceiro que mais mata no Brasil, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer). Outras personalidades famosas, como a cantora Simony e os ex-jogadores Pelé e Roberto Dinamite, também sofreram com a doença.
Estima-se que mais de 40 mil novos casos surjam todos os anos no país.
A doença afeta ambos os sexos, em geral a partir dos 45 anos, é mais frequente na faixa entre 60 e 70 anos de idade. Entre os fatores de risco, destacam-se:
Hábitos alimentares não saudáveis;
Obesidade Sedentarismo; Tabagismo e alto consumo de bebidas alcoólicas; Histórico familiar de câncer colorretal, de ovário, útero e/ou câncer de mama; Preexistência de doenças como retocolite ulcerativa crônica, doença de Crohn e doenças hereditárias do intestino.
Sinais do câncer colorretal
O cirurgião oncológico e presidente da SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica), Héber Salvador, explica que o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma. A descoberta, muitas vezes, se dá por exames de rastreamento.
“É fundamental a realização de colonoscopia a partir dos 45 anos em pessoas sem sintomas – ou (a partir dos) 35 anos, caso haja histórico de câncer na família. Esse exame pode evitar a doença, porque, por meio dele, é possível retirar pólipos, que são lesões presas na parede do intestino que poderiam evoluir para câncer”, explica.
É importante também prestar atenção a alguns sintomas:
Alteração nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou estreitamento das fezes, que perdura por alguns dias; Mesmo após a evacuação, não há sensação de alívio, parecendo que nem todo conteúdo fecal foi eliminado (sintoma especialmente sugestivo nos casos de câncer de reto); Sangramento retal (o sangue costuma ser bem vermelho e brilhante); Presença de sangue nas fezes, tornando a sua coloração marrom escuro ou preta; Cólica ou dor abdominal; Sensação de fadiga e fraqueza; Perda de peso sem motivo aparente
Confira as homenagens:



























