Enquanto Eduardo Paes tenta vender a ideia de favoritismo consolidado na disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em 2026, os números da pesquisa mostram uma realidade bem menos triunfal — e Anthony Garotinho é peça central nesse freio de arrumação.
No cenário estimulado, Paes aparece na liderança, é verdade. Mas a leitura apressada dos dados ignora dois fatores decisivos: mais da metade do eleitorado ainda não escolheu candidato e a presença de Garotinho em segundo lugar inviabiliza qualquer narrativa séria de vitória em primeiro turno.
A pesquisa do instituto 100% Cidades/Futura revela que, quando o eleitor fala espontaneamente, sem nomes apresentados, a indecisão domina o cenário. Isso desmonta o discurso de que Paes já teria o apoio popular garantido. O que existe, na prática, é reconhecimento de nome — não adesão firme a um projeto de governo.
É nesse espaço de indefinição que Garotinho reaparece com força. Mesmo longe da liderança, sua colocação é suficiente para fragmentar o eleitorado e manter a eleição aberta. O simples fato de Paes não conseguir ultrapassar com folga seus adversários mostra que o favoritismo comemorado tem pés de barro.
A postura de Paes, ao celebrar números parciais como se fossem sentença final, soa mais como estratégia de marketing do que como leitura responsável do cenário político. Em um estado marcado por crises recorrentes e desconfiança do eleitor, o “já ganhou” costuma ser punido nas urnas.
O recado da pesquisa é claro: Paes lidera, mas não domina; Garotinho não vence, mas decide; e o eleitor fluminense ainda não comprou nenhuma candidatura. Com tantos indecisos e um segundo turno cada vez mais provável, a eleição de 2026 promete ser disputada — e nada confortável para quem aposta na vitória antecipada.
Notícias do site: Campos 360 News


































