Infelizmente só os recortes ruins rendem visualizações, então é preciso explicar algo pra quem não acompanha o trabalho legislativo: 2025 foi, em sua gigante maioria, produtivo.
Quem resume a Câmara de Campos aos vídeos de bate-boca (que eu mesmo publico — quando fazem parte, infelizmente, das sessões) não está vendo o filme, apenas o trailer.
Enquanto muitos só prestam atenção no bate-boca, o que — surpreendentemente, tendo em vista anos anteriores — se viu, foi pauta. Projetos andaram, discussões necessárias aconteceram e a cidade não parou.
Houve entrevero? Óbvio. O parlamento não é um mosteiro nem um convento, é uma arena. Mas, uma arena onde os embates devem ser de ideias, não de pessoas.
O maior exemplo negativo: a sessão extraordinária na véspera do Natal, que gerou desgaste tanto durante, quanto depois.
Ânimos à flor da pele na tribuna e nos comentários. No fim, sobra até pra quem só fez o seu trabalho: o de reportar, publicizar, simplesmente mostrar o que aconteceu naquela sessão. Seja bom ou ruim.
E é aqui que entra a honestidade necessária: o debate é salutar, mas a baderna não.
Tivemos, sim, atos isolados de vereadores que confundiram a tribuna com palanque de show de calouros e gente que atrapalhou discussões sérias e o próprio andamento das sessões e audiências públicas.
Mas essas exceções não anulam a regra. O parlamento funcionou, apesar deles.
Nessas exceções, um nome fundamental pro funcionamento do parlamento foi o do presidente. Fred Rangel atuou como o “adulto da turma”. Seu papel de conciliador foi fundamental nas sessões mais tensas — inclusive na do Natal.
Nas redes, a discordância que — pasmem, crianças! — fica restrita à tribuna, é vista como uma briga que deve ser levada pro pessoal. No plenário, é só mais uma ferramenta de trabalho.
Mas, até mesmo os comentários do tipo “vereadores não servem pra nada”, “não sei o que a câmara faz” são parte do jogo. Talvez quem hoje diz isso, amanhã possa finalmente entender o papel do legislativo.
Em Campos, 2025 fecha com saldo positivo. Apesar dos percalços ao longo do caminho.
E o debate continua salutar.
Dentro e fora da Câmara.

































