Foi para Lula que Silvio telefonou quando acreditou que seria preso no escândalo do Panamericano, em 2010. Lula ajudou para que o banco não quebrasse.
Foi para Silvio que FHC pediu ajuda para difundir o Plano Real.
Foi para agradar Bolsonaro que Silvio esboçou o retorno da Semana do Presidente…
…criada para agradar João Figueiredo, que, segundo o próprio Silvio, foi o responsável por ele não voltar a vender canetas na rua.
Talvez o Senor Abravanel fosse, sim, de direita. E com razão. Mas o Silvio Santos sempre foi pró-governo. Independente do presidente em questão.
Foi candidato em 1989 apadrinhado por Sarney e até com Fernando Collor ele teve uma boa relação.
Foi assim que ele ganhou e manteve sua concessão.
E, por mais estranho que isso pareça hoje, suas filhas honraram brilhantemente seu legado na última sexta.
Algo que a direita esqueceu repentinamente neste fim de semana é que, apesar de termos tido vários presidentes desde o regime militar, um Rei os acompanhou e esteve ao lado — ou até acima deles.
Seu nome? Silvio Santos.
Por que? Por sua estratégia simples: se mostrar subordinado quando, na verdade, quem tinha o povo era ele — vide frases do próprio:
“Minha concessão de TV pertence ao governo, e eu jamais me colocaria contra o meu patrão”
“Sou um concessionário, um ‘office-boy’ de luxo do governo. Faço aquilo que posso para ajudar o país e respeito o presidente, qualquer que seja o regime…”




























