01/03/2023 às 16h05min - Atualizada em 02/03/2023 às 00h03min

SENAI CETIQT: laboratório de microbiologia é um dos maiores e mais completos da América Latina

Com cerca de 40 equipamentos analíticos e acessórios, o laboratório de microbiologia tem como um dos seus objetivos analisar acabamentos antimicrobianos em têxteis

SALA DA NOTÍCIA Target Assessoria de Comunicação
Letícia Reitberger
Desde 2013 o SENAI CETIQT atua na área de Microbiologia, realizando testes. Ao longo desses anos, já foram prestados serviços para diversas áreas: policial, militar, esportiva, de confecção (peças íntimas), materiais de proteção (luvas de uso médico, para avaliar a questão da esterilidade), saneantes, calçados (palmilha), polímeros (um tipo de plástico) e cosméticos (desodorantes). Com cerca de 40 equipamentos analíticos e acessórios, o laboratório de microbiologia do Instituto de Tecnologia Têxtil e de Confecção (IST) tem como um dos seus objetivos analisar acabamentos antimicrobianos em têxteis, ou seja, verificar a eficiência de produtos químicos para eliminar ou impedir o desenvolvimento de microrganismos.  
 
Os antimicrobianos são utilizados em uma variedade de produtos em todo o mundo e a necessidade de avaliar laboratorialmente esses materiais garante ao fabricante ou ao usuário a certeza de proteção, de conforto, de satisfação e de durabilidade de seu produto. Dessa forma, evita-se que um estofado ou tapete, por exemplo, apresente manchas (mofo), odor desagradável ou ocasione micoses em bebês, crianças ou em idosos. “Nós analisamos a correta aplicação do produto químico antimicrobiano no tecido, a fim de impedir que os microrganismos presentes no ar, solo, pele humana, por exemplo, utilizem o tecido como um meio de desenvolvimento de novos microrganismos gerando odor, micoses, feridas e em alguns casos até doenças de pele", revela Julio Cesar Pereira, Consultor Técnico do SENAI CETIQT. 
 
Outra área de atuação do laboratório é a de análise de produtos têxteis para a saúde (aventais, máscaras e campos cirúrgicos) voltados para atendimento da indústria médico-hospitalar e fabricantes de não tecidos (matéria-prima) que darão origem ao produto acabado. Os ensaios laboratoriais em não tecido tem por objetivo verificar a resistência desses produtos à penetração de microrganismos infecciosos que possam ocasionar algum tipo de doença ao paciente (durante procedimento cirúrgico) ou ao profissional de saúde. Quando estiver sendo utilizado, o material deve prevenir infecções pós-operatórias e/ou garantir a segurança da equipe de profissionais envolvida no trabalho, isto é, ter a capacidade de ser uma barreira protetiva contra os microrganismos potencialmente patogênicos.         
 
O laboratório de microbiologia do CETIQT utiliza a norma nacional de requisitos NBR 16064, que estabelece os critérios de desempenho que os não tecidos, ao serem empregados como produtos têxteis para a saúde, devem apresentar. Eles passam por uma avaliação metrológica e, baseado nisso, é analisado se esse material está adequado à norma brasileira (NBR 16064) ou não e, consequentemente, atender o que é preconizado na norma, oferecendo a segurança exigida. 
 
Julio Cesar avalia que, para as autoridades governamentais, a sociedade brasileira e, principalmente para a área médico-hospitalar, a presença de um laboratório desse tipo no país é de extrema importância, pois o número de pessoas contaminadas em processos cirúrgicos no Brasil ainda é muito alto. Um laboratório em nosso país que, de forma criteriosa, realiza uma avaliação da qualidade de aventais e máscaras cirúrgicas ofertadas, por exemplo, é de grande auxílio para a tomada de decisões pela indústria nacional ou importadores, além de permitir que as empresas que oferecem os melhores produtos para o setor possam ser respaldadas e reconhecidas pelo importante trabalho que desenvolvem. 
  
Além disso, recentemente foi realizado um trabalho no ramo de antimicrobianos naturais, em que foi utilizado óleos essenciais com propriedades antimicrobianas. “Nós analisamos esse material para uma empresa e ele apresentou resultados positivos. Com isso, foi possível realizar e avaliar um trabalho diferenciado usando produtos naturais, a base de cera de abelha, em um tecido que seria usado para revestir frutas e dessa forma garantir maior durabilidade ao alimento”, revela Julio, que ainda acrescenta: “a expertise e conhecimento adquiridos após quase 10 anos de análises de diversos materiais torna o laboratório extremamente relevante, além de termos ensaios acreditados junto ao Inmetro, o que gera um grande respaldo nacionalmente ao laboratório. Já realizamos em torno de mil ensaios ao longo de todos esses anos de atividade”.  
 
De olho no futuro, o SENAI CETIQT está realizando trabalhos também no campo dos cosméticos tradicionais e veganos. O laboratório de microbiologia já realizou alguns trabalhos nesse setor e agora pretende ser um player no mercado e poder mostrar para as empresas que a instituição é capacitada e que, por meio das expertises alcançadas ao longo desses anos, pode oferecer para essa indústria ajuda nas análises dos seus produtos ou até mesmo desenvolvimento deles.   
 
“Também almejamos a área de materiais biodegradáveis. Hoje em dia, nós, como consumidores, nos preocupamos com a preservação do meio ambiente, então pretendemos investir na realização de análises laboratoriais de embalagens, garrafas, papéis, entre outros produtos potencialmente biodegradáveis, a fim de que não agridam a natureza, inclusive as embalagens de cosméticos. Essa iniciativa faz parte da estratégia do Departamento Nacional, que estabeleceu algumas áreas que considera relevantes para os laboratórios ligados ao ISTs se direcionarem, se tornando algo de valor institucional”, encerra Julio Cesar.   
   
 
O SENAI CETIQT     
 
O Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT – é formado pela Faculdade SENAI CETIQT, Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras e pelo Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e de Confecção, que é o responsável pela gestão dos projetos integrados com SEBRAE e com o Grupo SOMA. Inaugurado em 1949, é hoje um dos maiores centros de geração de conhecimento da cadeia produtiva química, têxtil e de confecção, setores que juntos geram cerca de 11,9 milhões de empregos no país.  

 
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