Integração e troca de informações entre os países é o caminho para combater facções criminosas que atuam além das fronteiras. A posição é a do ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho. A declaração foi dada ao apresentador José Luiz Datena no programa Na Mesa com Datena, que vai ao ar na próxima terça-feira (2), na TV Brasil.

O ministro avaliava a possibilidade dos Estados Unidos classificarem as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A entrevista foi gravada antes do anúncio do governo norte-americano.
Segundo ele, o crime organizado se transnacionalizou, ou seja, os dois grupos têm relações com máfias e organizações criminosas de outros países. Por isso, o esforço para enfrentar o crime organizado tem que ser compartilhado.
“Um esforço de vários países, de cooperação, cada um com a sua atribuição e cooperando, trocando informações, né? Você não precisa eleger um país como polícia do mundo e esse país sair decidindo quem que é, quem que não é, como faz, como não faz, né? Tem todas as condições para que a gente possa fazer isso em conjunto, trabalhar em conjunto, de maneira técnica, né, de maneira eficiente”.
Mesmo dentro do país, a troca de informações é fundamental e não há mais espaço para disputas entre órgãos de investigação, avalia o ministro Vinicius de Carvalho.
“A questão é que esse pessoal tá entrando, capturando regulação, E a diferença que hoje você tem provas, né? capturando fiscalização e a gente precisa correta atrás, então não tem mais espaço para as agências que investigam competirem entre si. Elas precisam cooperar, elas precisam se coordenar.”
De acordo com especialistas, a medida do governo norte-americano pode prejudicar a cooperação entre os países. Isso porque acabaria com o compartilhamento de informações, deixando os dados apenas com militares norte-americanos e a Central de Inteligência dos Estados Unidos.
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