Nos bastidores da política fluminense, um episódio recente expôs bem como alianças eleitorais podem ser frágeis e movidas por conveniência. O protagonista da vez foi o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que tentou costurar uma articulação política mirando as eleições estaduais.
Durante conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Paes comentou a escolha de Jane Reis como possível vice em seu projeto político. A indicação buscava aproximar o grupo político ligado ao ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, da base de Lula.
Na tentativa de justificar a aliança, Paes teria recorrido a uma metáfora curiosa: perguntou ao presidente se ele já tinha visto “um cachorro morder a mão de quem o alimenta”. A frase sugeria que Washington Reis acabaria demonstrando gratidão política e alinhamento ao campo governista.
Mas a política, especialmente no Rio, costuma seguir caminhos imprevisíveis. Pouco tempo depois da articulação, Washington Reis passou a demonstrar aproximação com o senador Flávio Bolsonaro, ligado ao campo bolsonarista, além de fazer críticas ao governo federal.
O episódio ilustra bem a dificuldade de manter alianças sólidas em um cenário político marcado por disputas regionais, interesses eleitorais e mudanças rápidas de posicionamento. No fim das contas, a aposta de Paes em um acordo político amplo acabou revelando mais instabilidade do que fidelidade.
Fonte: Estado de Minas / PlatôBR.
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