O processo que apura supostas irregularidades envolvendo a Fundação Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) pode ganhar novo capítulo nos próximos dias no Tribunal Superior Eleitoral. O julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que mira o governador Cláudio Castro está pronto para ser retomado após a devolução do processo para a pauta do plenário.
O caso envolve suspeitas de uso político de contratações temporárias realizadas pela fundação durante o período eleitoral de 2022. Segundo a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, o modelo adotado teria beneficiado a campanha à reeleição do governador, o que pode configurar abuso de poder político e econômico.
O julgamento já havia começado e chegou a registrar voto favorável à condenação. No entanto, um pedido de vista interrompeu a análise e adiou a definição do caso. Agora, com o processo liberado, cresce a expectativa sobre quando ele voltará à pauta e qual será o desfecho.
Nos bastidores, o tema voltou a tensionar o ambiente político fluminense. A depender do resultado, o governador pode enfrentar consequências graves, incluindo a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade. Ao mesmo tempo, aliados trabalham para minimizar o impacto do caso e reforçar a narrativa de que não houve irregularidade intencional.
A eventual retomada do julgamento não apenas coloca o futuro político do chefe do Executivo estadual em xeque, como também reacende o debate sobre os limites das contratações públicas em ano eleitoral. O caso Ceperj, que já foi um dos principais focos de desgaste do governo, pode novamente dominar o noticiário e influenciar diretamente o cenário político rumo a 2026.
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