O volante William Oliveira teve uma noite difícil no empate do Coritiba com o Vasco, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Escalado como titular na vaga de Wallisson, o jogador foi alvo de vaias de parte da torcida após o primeiro gol sofrido pelo Coxa.
Após a partida, o lateral-direito Tinga saiu em defesa do companheiro e discordou das manifestações vindas das arquibancadas.
“O torcedor tem o direito de vaiar. Eu acho que ali não era um momento necessário, porque o time estava bem. Claro que tomamos um gol e tivemos um pouco de dificuldade, mas ele é um jogador fundamental para a gente. Se o torcedor segurasse um pouquinho e não vaiasse, acho que ele conseguiria render ainda mais, melhorar nos passes.”
Jogador apoiado pelo elenco
Tinga também destacou que o grupo tentou dar suporte ao volante durante o jogo, mesmo diante das dificuldades. “Depois que o torcedor vaia, a gente tenta apoiar, incentivar. Estávamos dando muito passe para ele, porque eu sei da qualidade que ele tem. As coisas não estavam funcionando para ele, mas não funcionam para todo mundo. Somos um coletivo e vamos estar sempre ajudando, independente de qualquer coisa”, completou.
O lateral ainda valorizou o ambiente criado pela torcida no estádio, mas reforçou que William também merece reconhecimento.
“O torcedor fez uma linda festa, apoiou o Jacy… são caras que merecem muito. E o William também. A gente está lutando um pelo outro até o final, independente de quem esteja jogando.” Substituído no intervalo, William Oliveira deu lugar a Vini Paulista na etapa final.
Seabra lamenta “perseguição” e defende sua escolha
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O técnico Fernando Seabra também saiu em defesa do volante e classificou as vaias como uma “perseguição”, destacando o impacto no grupo. A escalação de William foi uma escolha do treinador, que não contou com o titular Wallisson, fora da partida por lesão.
“O futebol é feito de pessoas. Nós temos um convívio, uma unidade, e o William é uma pessoa muito importante para a gente. É exemplar na dedicação, nos treinos, tem características muito positivas e dificuldades como qualquer outro jogador. Ele vinha fazendo o melhor jogo dele”, analisou.
O treinador ressaltou que as críticas não partiram de todo o estádio, mas foram suficientes para afetar o ambiente interno.
“Quando esse tipo de perseguição acontece, e não é da torcida toda, isso é sentido pelo vestiário. A dor que o William está sentindo é a dor de todos, porque existe empatia entre pessoas que trabalham juntas. Todos estão extremamente tristes com isso, assim como a comissão técnica e eu também, porque sabemos do caráter, do profissionalismo e do nível de esforço que ele apresenta”, completou.
Enquanto isso, o Coritiba se reapresenta nesta quinta-feira e inicia a preparação para o confronto contra o Fluminense, pela décima rodada do Brasileirão. A partida será disputada no sábado (4), às 20h30, no Couto Pereira.
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