Faleceu neste domingo (9), aos 81 anos, Sônia Terra Ferreira, conhecida em São João da Barra e Campos dos Goytacazes pela forte atuação em causas sociais e ambientais, especialmente na defesa da orla de Atafona.
Sônia estava internada em um hospital de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, para onde havia sido transferida após atendimento no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, depois de sofrer um AVC durante o velório do advogado campista Geraldo Machado, realizado no Cemitério Campo da Paz.
O velório acontece neste domingo (9), a partir das 15h, no Santuário Nossa Senhora da Penha, em Atafona, distrito de São João da Barra. A missa de corpo presente será celebrada na segunda-feira (10), às 8h, no mesmo local. O sepultamento está previsto para as 11h, no Cemitério do Caju, em Campos dos Goytacazes.
Filha do ex-deputado federal Alair Ferreira, falecido em 1987, em Brasília, e irmã do empresário Alair Ferreira Filho, morto em um acidente na BR-101 em 2013, Sônia — conhecida carinhosamente como Soninha Ferreira — deixa uma filha.
Nascida em Campos dos Goytacazes em 16 de agosto de 1944, Soninha viveu na cidade até os 18 anos, quando se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Sua ligação com Atafona começou ainda na infância, nas temporadas de verão que passava com os pais no balneário. Mesmo após a mudança para a capital, manteve o vínculo afetivo com o distrito sanjoanense e, no Carnaval de 1997, decidiu fixar residência definitiva no local.
Profissionalmente, trabalhou por muitos anos nas empresas fundadas pelo pai — entre elas a TV Norte Fluminense, uma distribuidora de bebidas e uma agência de automóveis — e, de 2001 a 2016, atuou na Prefeitura de São João da Barra, passando pela Secretaria de Turismo e pelo Palácio Cultural. Também presidiu, por 15 anos, a Irmandade de Nossa Senhora da Penha.
Em 2017, criou o Moinho de Vento, espaço para eventos instalado no terreno de sua casa, que por muito tempo serviu de palco para o tradicional Atafolia, evento carnavalesco organizado pelos empresários Peri Ribeiro e César Tinoco.
A residência da família, construída na década de 1970 por Alair Ferreira, tornou-se um dos símbolos de Atafona. Em 2022, Sônia precisou deixar o imóvel após o mar atingir o muro da propriedade, mas sempre manifestou o desejo de preservá-lo.
Atuante e determinada, Sônia Terra Ferreira foi uma das principais vozes na luta contra o avanço do mar, presidindo a Associação SOS Atafona e dedicando os últimos anos da vida à busca por soluções para conter o processo erosivo na orla sanjoanense.































