“Meteu essa?”
É a única reação honesta, quiçá a mais polida, que qualquer pessoa ainda não consumida por certas vertentes da internet consegue ter ao acompanhar a cruzada pseudomoralista que parte da mídia e a bolha lacradora inventaram contra a CazéTV nesta Copa do Mundo.
A até então rainha do império televisivo brasileiro está em franca crise de abstinência. Acostumada a ser a dona inquestionável da bola, a “Mamãe Globo” viu a CazéTV abocanhar a transmissão de todos os cento e quatro jogos do Mundial. Sabem qual foi o resultado? Uma sangria de 20% na audiência durante as partidas exclusivas do Cazé.
E quando o monopólio sangra, meus amigos, a primeira arma que ele saca do coldre é a hipocrisia.
A primeira isca atirada aos tubarões das redes foi o delay.
“COMPRE SUA ANTENA DIGITAL!!! ASSISTA NA GLOBO OU SEU VIZINHO VAI GRITAR GOL ANTES DE VOCÊ!!!”
Não colou. A fase de grupos todinha rendeu recordes ao canal do “gordão do react”. Inclusive em jogos que concorriam com as transmissões de SBT e Globo. 1 milhão de aparelhos — não pessoas — assistindo, varando o dia, a bobajada do Copazona e a Live da Madrugada, que consiste num resumão do dia anterior.
Então, do “nada”, surge uma preocupação tardia: o pânico das bets. De uma hora para outra, o tribunal da internet e nomes “grandes” em bolhas específicas decidiram que a CazéTV é a grande arquiteta da destruição financeira das famílias brasileiras.
É um malabarismo argumentativo tão cínico que chega a ofender a inteligência.
O pânico das bets e a hipocrisia da velha mídia
Você entra no site da Veja para ler sobre o Conar suspendendo as propagandas do canal, e a notícia está bloqueada por um anúncio gigante “liberado como cortesia da SUPERBET”.
Você liga a TV num domingo, no auge da programação familiar da Globo, e dá de cara com o Huck apresentando o seu programa com um letreiro colossal da BetMGM no telão.
A mesma imprensa tradicional que bate na CazéTV transmite jogos do campeonato onde as placas de publicidade no gramado exibem, na mesma jogada, 1XBET, Betano, Superbet, betnacional e Esportes da Sorte.
Porra, meteu essa mesmo?
Pralém da esquizofrenia, a seletividade do choro impressiona. Se a preocupação genuína da velha guarda é o endividamento do pobre, por que a publicidade de cerveja rola solta e inquestionável no intervalo da novela?
Por que ninguém faz campanha para derrubar os anúncios de cartão de crédito e financiamentos à pampa? A régua moral, pelo visto, é flexível: só serve para espancar quem ousa ameaçar o monopólio.
Inclusive, a BetMGM é propriedade da… Globo.
SBT também tem as suas, a TQJ e a Bet do Milhão.
A BAND também, a BandBET.
Enfim, a ladainha das apostas não conseguiu estancar a perda de público. Pelo contrário. A CazéTV seguiu batendo recordes: já é detentora de DEZOITO das vinte lives mais vistas da HISTÓRIA do YouTube MUNDIAL.
Logo, a máquina de moer precisou apelar. Jornalis… digo, jornaleteiros como Amanda Audi, da Agência Pública, começaram a publicar, em tom de “denúncia” que um “aporte milionário da XP e dinheiro das bets” financiam o negócio da CazéTV.
A tentativa foi tão patética que os próprios usuários do Twitter esmagaram a postagem com uma nota da comunidade. A nota carimbou a matéria como “sensacionalismo barato”, ressaltando que as informações ali contidas já eram de total conhecimento público e que o texto sequer conseguia apontar qualquer ato ilícito na operação.
Lançaram até um boato ridículo de “bots indianos”. Virou piada.
Aí, esgotados os argumentos comerciais e o “jornalismo investigativo” de araque, chegamos ao fundo do poço da militância de sofá.
O falso moralismo e Casimiro
A nova tática orquestrada é pinçar um frame de um sorriso na bancada durante a marcação de um pênalti no jogo entre Bélgica e Senegal, em que os africanos perderam por 3×2, de virada, na prorrogação, sendo eliminados.
O intuito? Transformar isso num atestado sociológico sobre o “colonialismo europeu na África” e, assim, tentar colar a pecha de racismo ou alienação histórica numa simples alegria de quem estava participando de um puta jogo.
A insanidade chegou ao ponto de chamarem o Casimiro de “branco privilegiado”, “nascido em berço de ouro”.
Vamos aos fatos? O “magnata” é filho de imigrantes portugueses. Seu pai, balconista de uma pizzaria. Vendia esfirra. Depois de anos em redações e fazendo lives na pandemia, conseguiu vencer na internet para conseguir realizar o sonho de aposentar os “velhos”.
E, pro absoluto desespero de quem quer pintá-lo como um herdeiro bilionário intocável, o cara que aposentou os pais na pandemia vive de aluguel e sequer comprou um carro ou um terreno próprio até hoje.
Tudo isso tem um motivo central e inegociável: pavor.
É o medo paralisante de perder o monopólio da Copa de 2030.
Eles não estão nem aí para o seu bolso, para as suas supostas dívidas com apostas ou para o peso histórico do colonialismo africano. Eles estão apavorados com o fato de que o brasileiro comum preferiu a resenha autêntica da internet à forçação de barra dos cools,
do humor pedante que a TV aberta vem tendo,
da siliconização das transmissões, até mesmo, do esporte mais criativo e vivo do planeta.
O controle do controle mudou de dono, e a ditadura da Mamãe acabou.
E pra quem ainda tenta usar o falso moralismo, o sensacionalismo barato ou pauta social esvaziada como desculpa pra justificar a própria incompetência, só nos resta perguntar:
vai mesmo meter essa?






























