05/11/2019 às 11h45min - Atualizada em 06/11/2019 às 08h00min

Crise na saúde: Novo ato acontece nesta terça-feira (5) para reivindicações de pagamento dos salários e repasse aos hospitais filantrópicos

Por telefone, o presidente do Sindicato dos Empregados Saúde de Campos participou do programa “A Voz de Campos” e comentou sobre a crise

Redação
Jornal Aurora
Na manhã desta terça-feira (5), o presidente do Sindicato dos Empregados da Saúde de Campos comentou em participação ao vivo por telefone no programa “A Voz de Campos” sobre a chamada “crise na saúde”, em Campos dos Goytacazes, Norte do Estado.

Com o tema “O que está acontecendo na saúde de Campos?” no programa, Carlos Morales, convidou toda a sociedade civil para participar do novo ato que acontece hoje ao meio dia, em frente ao Hospital Plantadores de Cana (HPC), para reivindicações dos salários atrasados e questionamentos do repasse aos hospitais filantrópicos do município.

De acordo com Carlos Morales, atualmente estes hospitais filantrópicos, HPC, Hospital Beneficência Portuguesa e Santa Casa de Misericórdia de Campo e o Hospital Álvaro Alvim, não estão recebendo mensalmente os valores de repasse de contrato, que ainda reiterou dizendo sobre a importância destas unidades que são responsáveis por 70% dos atendimentos de toda cidade e região.

Os profissionais, que estão em estado de alerta, estiveram na última quinta-feira (31), realizando uma manifestação reivindicando o pagamento dos salários atrasado. O ato aconteceu em frente da Beneficência Portuguesa, no Centro de Campos, com faixas, cartazes e gritos de ordem, os manifestantes pediram que providências fossem tomadas em relação à saúde no município, sob a afirmação de estarem dois meses sem receber, além do 13º salário de 2018 que não foi pago.
Hospitais, Prefeitura e Estado

Os representantes dos hospitais cobram o repasse de R$ 15 milhões da Prefeitura, que estariam três meses atrasados. Na última terça-feira (29), uma reunião foi realizada para discutir a possibilidade de paralisação do atendimento a pacientes da rede pública municipal de Saúde.

Ainda na terça (29), o secretário municipal de Saúde, Abdu Neme, esteve reunido com o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, para buscar apoio para a complementação municipal aos hospitais contratualizados. Após o encontro, o cardiologista informou que o Governo do Estado está disposto a ajudar no cofinanciamento, mas que necessita de informações detalhadas sobre o funcionamento do serviço em Campos.

Em nota, a Prefeitura informa:

"O secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, marcou reunião com o secretário municipal de Saúde, Abdu Neme, e os diretores dos hospitais contratualizados na próxima quarta-feira (6). Na última semana, Abdu Neme solicitou o apoio do Governo do Estado para a complementação municipal aos hospitais contratualizados. A resposta foi positiva, mas que para isso existe a necessidade de informações detalhadas sobre o funcionamento do serviço em Campos. 

Para pagamento às unidades contratualizadas, o município aguarda Participações Especiais, previstas para este mês. A Prefeitura segue estudando os contratos atuais para que se adequem à atual realidade financeira da gestão. Todo processo de renegociação dos repasses será apresentado e analisado junto aos hospitais contratualizados. Importante ressaltar que a Prefeitura complementa a tabela SUS como poucos municípios no Brasil e que os recursos federais estão em dia, tendo sido repassados R$ 76 milhões aos hospitais contratualizados, somente este ano. Além de R$ 44.587.441.07 milhões referentes aos recursos municipais, de janeiro a agosto. 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) ressalta que os representantes das unidades, em audiência no Ministério Público na última sexta-feira (29), manifestaram a inviabilidade do atendimento. Na oportunidade, foi reiterado que o município então faria a regulação de cirurgias e tratamentos em situação de urgência e emergência, priorizando cirurgia emergencial ou tratamento de situações específicas - como oncologia - que são liberadas de acordo com a gravidade do paciente."

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