Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Radio Nacional
R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos. Esse é o valor que pode ter sido movimentado por uma quadrilha especializada em fraudes na cadeia do dendê, no Pará. Na região de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia, onde vivem as comunidades indígenas e quilombolas, alem de ser área de cultivo da monocultura do dendê.

O grupo contava com a ajuda de servidores da área de segurança do estado. Entre as práticas estariam furto, receptação, venda ilícita de dendê, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Segundo a Receita Federal, o esquema funcionava por meio de grupos armados e facções criminosas atuavam em áreas indígenas e quilombolas. Eles cooptavam servidores públicos e atuavam na extração, furto e venda ilegal do dendê usando empresas formais e de fachada para movimentar o dinheiro.
Chamou a atenção dos investigadores o faturamento das empresas e a movimentação dos valores acima do faturamento mensal. R$ 153 milhões em valores e bens foram bloqueados. Onze empresas tiveram,suspensas as atividades por tempo indeterminado. Foram nove mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão no Pará e em São Paulo.
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