O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho afirmou publicamente que a segurança policial destinada à sua família foi retirada por determinação do governador Cláudio Castro em plena terça-feira de Carnaval. Segundo ele, os agentes que realizavam a escolta foram orientados a retornar aos seus batalhões, deixando sua residência sem a proteção institucional que vinha sendo mantida nos últimos anos. A declaração foi feita por meio de vídeo divulgado nas redes sociais e rapidamente repercutiu no meio político fluminense.
Garotinho atribuiu a suposta retirada da proteção às denúncias que apresentou recentemente contra setores do governo estadual. Ele afirmou ter revelado esquemas de corrupção, relações com milícias e irregularidades envolvendo agentes públicos. O ex-governador também declarou que um oficial da corporação teria sido afastado após investigações apontarem contatos com integrantes do Comando Vermelho, caso que teria sido levado às autoridades competentes e ampliado o clima de tensão institucional.
As denúncias feitas por Garotinho foram apresentadas também à CPI do Crime Organizado, no Senado, onde ele afirmou existir uma estrutura criminosa infiltrada em áreas estratégicas do poder estadual. Após esse depoimento, houve solicitação formal para reforço de sua segurança, medida que chegou a ser implementada no início de 2026. Esse histórico torna ainda mais sensível a alegação de que a proteção teria sido retirada poucas semanas depois, em circunstâncias que ainda carecem de esclarecimento oficial.
Até o momento, não há confirmação pública por parte do governo estadual nem da Polícia Militar sobre eventual ordem formal para desmobilizar a escolta. Também não foram divulgados documentos administrativos que comprovem a suspensão ou readequação do serviço. O silêncio institucional amplia a incerteza e alimenta especulações sobre as razões que teriam motivado a suposta decisão em um momento de alta exposição pública e sensibilidade política.
O episódio ocorre em um contexto de crescente polarização e reforça o ambiente de desconfiança entre figuras políticas e estruturas de segurança do estado. Caso seja comprovada, a retirada de proteção pode gerar repercussões administrativas e jurídicas relevantes. Por outro lado, a ausência de confirmação documental mantém o caso no campo das versões conflitantes, enquanto cresce a pressão por transparência e esclarecimentos formais sobre um tema que envolve segurança pessoal, estabilidade institucional e credibilidade do poder público.
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