O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), usou as redes sociais para tentar diminuir o estrago das críticas de Eduardo Paes (PSD). Em um vídeo, Garotinho acabou precisando explicar seu próprio histórico na polícia. De forma no mínimo curiosa, ele fez questão de corrigir o adversário: garantiu que não acumulou cinco prisões, mas “apenas” quatro.
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A justificativa surgiu depois que Paes lembrou as várias idas do rival para a cadeia. Tentando desmentir o ex-prefeito da capital, o ex-prefeito de Campos declarou: “Eduardo Paes andou falando mentiras a meu respeito. Ele sabe muito bem que não fui preso cinco vezes, foram quatro, e todas por armação do senhor Sérgio Cabral”.
No texto da postagem, Garotinho procurou transferir a culpa pelas operações que o levaram para trás das grades. Ele afirmou que tudo foi uma vingança por ter denunciado a famosa “farra dos guardanapos” em Paris. Segundo o candidato, Paes também participou desse evento.
Na tentativa de limpar a própria imagem, Garotinho argumentou que saiu do governo do estado em 2002 sem acusações. Para tirar o peso dos processos ligados ao Cheque Cidadão, que aconteceram quase 20 anos depois, ele usou a justificativa de que as denúncias acabaram anuladas na Justiça. “A verdade o senhor conhece, mas fica mais interessante mentir”, escreveu.
Essa troca de acusações mostra o nível da disputa atual pelo Palácio da Guanabara. A volta de Garotinho para a eleição, com provocações diárias e o recente apoio do ex-governador Wilson Witzel, tem atrapalhado os planos de Paes, que antes via a vitória no primeiro turno como algo fácil.
Agora, com Garotinho empatado em segundo lugar com Douglas Ruas nas pesquisas, o eleitor fluminense acompanha uma campanha que, pelo visto, virou uma disputa sobre quem tem menos passagens pela polícia.






























