Uma corretora de seguros foi à Justiça contra o Flamengoe um dirigente do clube para ter acesso a provas que possam indicar que a empresa tem direito a uma comissão no patrocínio com a Hapvida, operadora de saúde, que deve render aproximadamente R$ 71,4 milhões ao time rubro-negro em três anos de acordo.
A ação foi aberta neste mês de abril. O representante da corretora, Rodrigo Queiroz, alega que notificou o Rubro-Negro sobre sua atuação de intermediação no negócio, mas aponta que o clube negou sua participação, o que motivou o dono da empresa a buscar o Poder Judiciário.
Rodrigo diz que teve participação fundamental para a concretização do negócio, inclusive com uma carta da Hapvidade apresentação e declaração de agenciamento. Ele apontou que fazia os contatos com o Flamengo por meio do diretor Fabio Palmer, vice-presidente do clube, sempre por meio do aplicativo WhatsApp.
A corretora afirma que participou de reuniões, fez contatos, encaminhou a apresentação formal do projeto e esteve em todos os trâmites até que a tratativa fosse concluída. Porém, não recebeu sua comissão, mesmo tendo esgotado todas as possibilidades amigáveis de solução do litígio.
À Justiça, ele pediu acesso às conversas de WhatsApp com Palmer para corroborar ainda mais suas alegações. O vice, inclusive, já respondeu no processo e anexou as mensagens, onde é possível ver que as partes conversaram sobre a Hapvidano Flamengo.
O clube também se manifestou e apontou que é parte ilegítima para figurar no polo passivo do processo, pois o clube como pessoa jurídica não formalizou qualquer conversa de WhatsApp com o representante da empresa. Quem o fez foi algum preposto seu, pessoa física. E acrescentou que Palmer já juntou os documentos solicitados.
O Flamengo também apontou que “a petição inicial não demonstra de forma clara e objetiva os fatos dos quais alega apenas genericamente, não traz qualquer contrato ou avença formal escrita de comissionamento ou negócio que o valha com o clube, apto a corroborar, junto com as supostas provas pretendidas – pretensão essa sem sentido lógico-jurídico – para viabilizar qualquer auto composição entre as partes ou mesmo a análise da viabilidade de uma futura demanda judicial”.
O Flamengo anunciou o patrocínio com as empresas Hapvida e Solutionsem agosto do ano passado, em acordo que vai renderR$ 23,8 milhõespor ano, durante três temporadas.
Fonte: ESPN





























