A suspensão das cirurgias bariátricas no Hospital Beneficência Portuguesa levou um grupo de pacientes em frente à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, na tarde desta quarta-feira (13), para cobrar explicações e soluções.
Com cartazes, as manifestantes denunciaram a falta de informações sobre a interrupção dos procedimentos. Entre elas estava Fernanda Gomes, 36 anos, que desde 2022 aguarda pela operação. Ela convive com hipertensão, diabetes e dificuldades para se locomover, e disse ter descoberto a paralisação por meio de redes sociais.
— Fiz todos os exames, assinei o termo, estava tudo pronto. De repente, parou. Não recebemos aviso, apenas vimos uma postagem informando o fechamento. No hospital, disseram que foi por falta de verba. relatou a manifestante.
Durante o ato, um assessor do prefeito Wladimir Garotinho conversou com as manifestantes, recolheu contatos e afirmou que tentaria intermediar uma solução. O protesto, no entanto, acabou marcado por um momento de tensão: segundo uma das pacientes, agentes da Guarda Municipal reagiram de forma hostil a uma pergunta sobre a presença deles no local. Ela disse ter se sentido intimidada e chegou a passar mal.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que nenhum dos hospitais credenciados no município possui habilitação do Ministério da Saúde para receber recursos federais voltados à cirurgia bariátrica. Por isso, segundo a pasta, as operações vinham sendo custeadas integralmente pela Prefeitura, por meio de mutirões. A queda na arrecadação municipal, no entanto, comprometeu a continuidade dessa iniciativa.
O governo municipal informou ainda que, atualmente, o Hospital Escola Álvaro Alvim (HEAA) realiza cinco procedimentos por mês através de contrato com a Secretaria de Estado de Saúde. Uma emenda parlamentar deverá ampliar em 30 o número de vagas, com agendamento previsto para iniciar nos próximos dias.
A administração municipal reafirmou o compromisso de buscar alternativas para retomar e expandir os atendimentos, garantindo que os pacientes não fiquem sem acesso a tratamentos considerados essenciais para sua saúde e qualidade de vida.

























