O desfile cívico de 7 de Setembro, realizado neste domingo no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (CEPOP), em Campos, foi marcado por polêmicas após a prisão em flagrante do secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT) no município, Gilberto Gomes. Ele é acusado de injúria racial contra um bombeiro civil durante as manifestações do Grito dos Excluídos, que aconteceram de forma paralela ao ato oficial.
Segundo a Polícia Civil, o episódio aconteceu quando a vítima, um bombeiro civil, participava da manifestação portando uma bandeira imperial. Em vídeo gravado com o jornalista Diego Machado, ele relatou que Gilberto teria passado pelo local e dito a frase: “preto monarquista?”. O bombeiro afirmou ter se sentido ofendido com a abordagem e comunicou imediatamente o fato às autoridades.
A ocorrência foi registrada na delegacia do Centro de Campos. Após analisar as circunstâncias, a delegada de plantão, Juliana Oliveira, determinou a prisão em flagrante de Gilberto Gomes. O dirigente petista deve ser transferido para a Casa de Custódia ainda nesta segunda-feira (8) e terá audiência de custódia agendada para terça-feira (9).
O caso repercutiu rapidamente entre militantes políticos e nas redes sociais. Em nota oficial, o Diretório Municipal do PT de Campos classificou a prisão como arbitrária e denunciou perseguição política contra Gilberto Gomes.
No comunicado, o partido destacou o histórico de atuação do secretário em pautas sociais, de defesa da democracia e no combate ao racismo, além de criticar a condução policial.
“É especialmente grave que uma pauta tão séria como o combate ao racismo seja instrumentalizada de forma oportunista por um grupo que se intitula ‘monarquista’, com o único objetivo de tentar atingir e prejudicar Gilberto Gomes”, diz o texto.
O partido também afirmou que a detenção faz parte de uma tentativa de criminalizar a militância política no município.
Na nota, o PT ressaltou que Gilberto Gomes é reconhecido por sua participação em manifestações antifascistas, em atos contra a violência nas periferias e em defesa de pautas ligadas à classe trabalhadora. A legenda reiterou solidariedade ao dirigente e afirmou que seguirá acompanhando o caso.
Gilberto deve permanecer detido até a audiência de custódia, quando a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se continuará preso.




























