A podridão que emana dos diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro é um sintoma de uma República que apodreceu por dentro. É asqueroso observar que enquanto a Polícia Federal trabalhava arduamente no aeroporto de Guarulhos para impedir a fuga de um banqueiro para Malta, um ministro do Supremo Tribunal Federal trocava figurinhas e aprovações com o criminoso. O uso de métodos sorrateiros como o bloco de notas e imagens (prints) dessas referidas anotações de visualização única não é apenas uma estratégia para fugir da Lei 9.296 de 1996, é um atestado de culpa de quem sabe que o que está fazendo não suportaria a luz do sol. A cúpula do judiciário em Brasília se comporta como uma casta intocável que se comunica nas sombras para decidir o destino de processos judiciais (ASSISTA AO VÍDEO AQUI).

A nota emitida pelo gabinete do ministro é um insulto grotesco que trata o brasileiro como um completo idiota. Tentar justificar o injustificável através da proximidade de pastas em um computador é uma piada de mau gosto que desrespeita até a memória de quem busca justiça. Quando o arquivo comprometedor aparece colado ao nome de Viviane Barci, a esposa do ministro, a máscara da imparcialidade cai por terra com um estrondo ensurdecedor. É um escárnio que o senador Irajá e o ministro André Mendonça sejam citados em um contexto de sigilo que só serve para abafar a verdade e garantir a impunidade dos amigos do rei.
A ciência forense foi estuprada por uma narrativa política que tenta ignorar o funcionamento básico do software Cellebrite e da codificação MD5. Três peritos criminais cuspiram no argumento infantil do tribunal, lembrando que a lei exige laudos fundamentados conforme os artigos 159 e 160 do Código de Processo Penal e não cartinhas de assessoria de imprensa. Onde está a metodologia técnica? Onde estão os responsáveis por essa análise fantasiosa? O silêncio sobre quem realizou esse exame é a prova cabal de que a mentira institucional é o método padrão de quem deveria guardar a constituição.
O jornalismo investigativo de Malu Gaspar e do jornal O Globo jogou no lixo a dignidade do que restava dessa explicação oficial ao mostrar que o nome e o número de Alexandre de Moraes estavam lá, escancarados na tela do aparelho extraído. As quatro respostas do ministro e os emojis de aprovação enviados ao banqueiro são evidências de uma promiscuidade que envergonha qualquer nação que se pretenda civilizada. O gestor público que deveria dar o exemplo de retidão usa canais digitais clandestinos para interagir com o crime organizado de colarinho branco enquanto o povo padece com serviços públicos de terceira categoria.
Chega de hipocrisia e de submissão a uma autoridade que se julga acima do Código Penal e do artigo 325 que pune a violação de sigilo. O Senado Federal precisa parar de se curvar e aplicar o artigo 52 inciso II da Constituição Federal para limpar a sujeira que tomou conta de Brasília. O princípio do juiz natural previsto no artigo 5 inciso 53 virou letra morta nas mãos de quem deveria ser seu maior guardião e defensor. O povo brasileiro merece ter de uma sociedade justa, humana e igualitária onde a prisão em Guarulhos não seja precedida por um emoji de boa sorte vindo do tribunal. É hora de acordar para o fato de que a justiça no Brasil, infelizmente, tem lado, tem cor e tem contatos de visualização única no WhatsApp.
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