12/04/2019 às 13h16min - Atualizada em 12/04/2019 às 13h36min

Impacto das mudanças no vale-transporte irá encarecer produtos nos supermercados, avalia Sincovaga

Empresas do varejo de alimentos já somam mais de R$ 120 mil mensais em prejuízos

Dino
Agência Brasil

O consumidor pagará mais caro pelos produtos nos supermercados, reflexo do impacto negativo da recente mudança no uso do vale-transporte na cidade de São Paulo, prevista no Decreto nº 58.639/2019, assinado em 22 de fevereiro pelo prefeito Bruno Covas, e que entrou em vigor no dia 1º de março.

A avaliação é do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de São Paulo), entidade que representa mais de 40 mil empresas da categoria econômica do varejo de gêneros alimentícios, entre elas as que comercializam, predominantemente, alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica no Estado de São Paulo, como hipermercados, supermercados, autosserviços, mercados, mercadinhos, lojas de conveniência, quitandas, mercearias, empórios, laticínios e sacolões.

"A situação é grave, pois há empresas do varejo de alimentos na capital que já somam mais de R$ 120 mil mensais em prejuízos, que infelizmente terão de ser repassados aos preços das mercadorias, punindo o consumidor", avalia o presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado.

A tarifa básica única dos ônibus na cidade é de R$ 4,30. Já as empresas que pagam vale-transporte para os funcionários desembolsam adiantado o valor de R$ 4,57 por viagem do empregado, porque desde o dia 07 de fevereiro de 2019 a prefeitura acabou com os subsídios que deixavam a passagem pelo vale-transporte com o mesmo valor da tarifa comum.

Além disso, com as novas regras, os usuários têm agora três horas para fazer até dois embarques nos ônibus municipais da SPTrans, pagando uma tarifa de R$ 4,57. Até o dia 28 de fevereiro de 2019, o vale-transporte permitia que o passageiro embarcasse em quatro ônibus no período de duas horas.

"As mudanças prejudicam a todos e deveriam ser reavaliadas pela prefeitura. É um obstáculo para os empregados, sobretudo os que moram distante do trabalho, pois levarão mais tempo para chegar ao destino; e para as empresas, que terão aumento de custos, o que irá repercutir nos preços ao consumidor e na própria retomada das contratações no setor", avalia o presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado.

O Sincovaga representa mais de 40 mil empresas da categoria econômica do varejo de gêneros alimentícios, entre elas as que comercializam, predominantemente, alimentos, produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica no Estado de São Paulo, como hipermercados, supermercados, autosserviços, mercados, mercadinhos, lojas de conveniência, quitandas, mercearias, empórios, laticínios e sacolões
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