02/09/2019 às 12h25min - Atualizada em 03/09/2019 às 09h20min

O que a OMC quer alertar sobre as medidas restritivas na importação?

A tendência estável na qual por muito tempo alguns países se mantiveram, por conta de crises financeiras, é agora substituída por um aumento acentuado das medidas restritivas

DINO
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O relatório semestral da OMC (Organização Mundial do Comércio), apontou que os países que mais impuseram medidas restritivas às importações foram os do G20. O período de análise foi de 16 de outubro de 2018 à 15 de maio de 2019. Diante do importante papel do comércio internacional na economia, é certo que uma série de medidas precisam ser constantemente tomadas para que se tenha um funcionamento eficiente do mercado. Porém, os dados fazem também um alerta sobre tamanhas restrições comerciais existentes entre as nações, especialmente do G20.

De acordo com o documento, as medidas são estimadas em US$ 339,5 bilhões, o que representa 44% acima da média desde outubro de 2012, quando o relatório começou a incluir dados de cobertura comercial. A tendência estável na qual por muito tempo alguns países se mantiveram, por conta de crises financeiras, é agora substituída por um aumento acentuado das medidas restritivas. Isso pode se tornar uma preocupação a partir do momento em que a incerteza do comércio exterior é colocada em jogo, podendo ocasionar uma redução de investimentos e uma desaceleração do crescimento econômico.

A Asia Shipping (AS) , maior integradora logística da América Latina, acredita que o cenário apontado pelo relatório da OMC ajuda a entender as tensões comerciais existentes e deve estimular a adoção de medidas que favoreçam o comércio exterior. "Seguir as regras do comércio internacional, bem como buscar maneiras de tornar as relações mais amigáveis é uma forma de fortalecer a economia do país", afirma.

Ainda segundo o relatório, a maior parte do nível recorde de medidas restritivas impostas no período anterior, que chegou a US$ 588,3 bilhões, permanece em vigor e agora foi adicionada por uma série de novas restrições, que também estão em um nível historicamente alto. Os membros da OMC adotaram 38 novas medidas restritivas ao comércio durante o período em análise, especialmente no que diz respeito ao aumento de tarifas, proibições de importação, salvaguardas especiais, impostos de importação e direitos de exportação. Por outro lado, também implementaram 47 novas medidas destinadas à facilitação do comércio, incluindo a eliminação ou simplificação dos procedimentos aduaneiros para as exportações e a redução dos impostos de importação.

Segundo o site Suno Research, no período mesmo período de análise do relatório da OMC, o Brasil foi o membro do G20 que mais adotou medidas de abertura comercial, cerca de 30% do total implementadas pelos outros membros do bloco. Os Estados Unidos e a União Europeia (UE), ao contrário, não adotaram nenhuma medida de abertura comercial. Ainda assim, a AS reforça que as tratativas internacionais do Brasil precisam sempre buscar um equilíbrio do mercado. "Firmar parcerias com outros países, bem como analisar continuamente o movimento do comércio exterior é de extrema importância e é uma atividade que precisa ser continuamente realizada para definir se as medidas restritivas são realmente a melhor opção", finaliza.


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