16/07/2019 às 13h01min - Atualizada em 17/07/2019 às 09h01min

Quando a crise se torna oportunidade para crescer

Mesmo com país em situação econômica adversa, empresas brasileiras investem e comemoram retorno

DINO
http://www.lovatomoveis.com.br
Uarlen Valério

O empresário brasileiro enfrenta um cenário de economia adverso. Os dados comprovam isso: segundo a Pesquisa Industrial Anual Empresas (PIA-Empresas divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre 2013 e 2016, investimentos no setor industrial foram reduzidos em quase 1/4 e país fechou 1,3 milhão de vagas no período. A taxa de desemprego, ainda segundo o IBGE, ficou em 12,4% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, atingindo 13,1 milhões.

Mesmo nesse contexto desencorajador, que se arrasta por pelo menos seis anos, houve quem ousasse investir e teve sua coragem recompensada. “A gente ouve que a crise pode ser uma oportunidade para algumas empresas, que tem sempre alguém que ganha nesses momentos, mas isso sempre me pareceu muito irreal, teórico. Até que aconteceu com a gente”, relata Ricardo Lovato, fundador e gestor de uma empresa de móveis de área externa para mercados de luxo localizada em Campo Magro, município da região de Curitiba, no Paraná.

Nos últimos dois anos e meio, Lovato conta que a empresa cresceu 8 vezes. Para isso, o investimento também cresceu em todas as áreas. “Agregamos mais máquinas, mais tecnologias, mais pessoas. Hoje temos 100 colaboradores em 4 unidades, três no Paraná e uma em Santa Catarina”, ressalta. O empresário, que é também artesão e acompanha o dia a dia da fábrica, explica que esse crescimento é fruto de práticas muitas vezes rejeitadas pelo mercado. “Enquanto todo mundo fez um movimento no sentido da terceirização, nós verticalizamos muitas coisas da nossa produção. Passamos a fabricar matéria-prima, desenvolver tecnologia internamente. Investimos muito e sempre nas criações autorais, de designers brasileiros”, revelou.

Embora tenha profissionalizado seu modelo de gestão, a esposa de Lovato, Denise Lovato, que também atua na área administrativa da empresa, conta que eles fizeram a opção de manter o aspecto familiar do negócio. “Desde o início, trabalham conosco muitas pessoas da nossa família: tios, irmãos, primos. Também muitas pessoas da nossa comunidade, pela qual nos sentimos responsáveis. Temos famílias inteiras aqui trabalhando com a gente, embora o mercado, muitas vezes, desaconselhe isso. Faz parte do nosso jeito de ser e isso se reflete no produto que chega ao consumidor”, esclarece Denise.

Prosperidade no exterior

Mesmo com um concorrente do nível da China liderando o mercado mundial de móveis, a empresa de Ricardo e Denise, a Lovato Móveis, tem tido bons resultados no mercado internacional. Até o início deste ano, exportava pontualmente para países da América do Sul e para os Estados Unidos. Depois de participar pela primeira vez do Isaloni – maior feira de móveis e decoração do mundo, realizada anualmente em Milão, na Itália – as oportunidades foram ampliadas. “Tivemos contatos e pedidos de diversos lugares do mundo. Mandamos nosso primeiro container de produtos para o Japão neste mês de junho”, comemora a empresária. O interesse dos estrangeiros, para Ricardo, se dá graças à originalidade e qualidade dos produtos e da matéria-prima. “Nosso preço não pode competir com o que o mercado chinês oferece, seria impossível. Mas a nossa assinatura, nosso cuidado e a garantia de produtos resistentes ao tempo são muito atrativas para o mercado exterior. Temos orgulho de estar lá fora com móveis de qualidade inquestionável, pensados e produzidos no Brasil”, conclui Lovato.



Website: http://www.lovatomoveis.com.br

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