Por Vinicius Cordeiro RESUMO DA NOTÍCIA • Clássico Atletiba foi o jogo com menor tempo de bola rolando da Série A do Brasileirão • Chuva prejudicou o gramado do Couto Pereira, o que interferiu na partida • Técnicos de Coritiba e Athletico detonaram a data e o horário do jogo O empate por 3 a 3 no clássico entre Coritiba e Athletico ficou marcado por um recorde negativo da Série A do Brasileirão 2026: foi o jogo com menor tempo de bola rolando da competição. O duelo entre os rivais iniciou a 27ª rodada da disputa. O Atletiba teve apenas 34% de bola rolando, com apenas 39 minutos e 34 segundos da bola em jogo, segundo os dados do Data ESPN. Além disso, foram praticamente 25 minutos de acréscimos, com a partida tendo duração de aproximadamente 115 minutos — 114 minutos e 47 segundos, para ser mais exato, conforme os dados da Opta.Um dos fatores que ajudam a explicar o recorde negativo foram as condições climáticas adversas. Curitiba recebeu um alto volume de chuva a partir do fim da tarde da última sexta-feira (11), o que prejudicou o sistema de drenagem do Couto Pereira. Apesar do bom gramado no estádio alviverde, a grama ficou com diversas poças de água. Sem condições normais, o clássico ficou marcado pelas inúmeras tentativas de bolas aéreas, o que foi determinante para o jogo já que os seis gols saíram de bolas paradas.Funcionário usa rodo para tirar água do gramado do Couto Pereira. (Foto: Geraldo Bubniak/ZUMA Press Wire/Icon Sport).Além disso, vale registrar que os dois técnicos se manifestaram contrários ao início da partida. Fernando Seabra, do Coxa, e Odair Hellmann, do Furacão, pediram que o jogo não fosse iniciado, conforme informações na transmissão do Premiere. Contudo, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães avaliou a condição do gramado e, após minutos de atraso, deu o apito inicial.Técnicos de Coritiba e Athletico detonam a data do clássico AtletibaSem citar diretamente a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, os dois técnicos da dupla Atletiba criticaram a data e o horário do clássico. Foi a primeira vez que uma partida do Brasileirão 2026 acontecem em uma sexta-feira.“Foi muito ruim mesmo, não tem sentido. Se as duas equipes não estão disputando competição de meio de semana e têm a possibilidade de se preparar melhor para o jogo, você diminuir esse prazo de preparação”, criticou Fernando Seabra. “Então é o que acontece muito no futebol brasileiro. As dimensões econômicas e políticas sempre prevalecem. Só que o que produz valor é a dimensão técnica. Então acaba sendo um sistema que se autossabota no potencial que pode atingir”, endossou o comandante alviverde. Técnicos Seabra, do Coritiba, e Odair, do Athletico. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/ZUMA Press Wire/Icon Sport e Gilson Lobo/AGIF/Folhapress).Odair manteve a linha do colega de profissão. Assim como Seabra, apontou que o Atletiba realizado na sexta-feira é uma desvalorização do futebol e ainda saiu em defesa do futebol paranaense.“É não valorizar o produto que a gente tem, chamado futebol. Colocar um clássico na sexta-feira, nessas condições, sem condições nenhuma de jogo. Nós não jogamos futebol, nós ficamos lutando, chutando bola para frente, bola parada e cobrança de lateral. Um clássico desse nível, no momento que os dois clubes estão na tabela, tinha que ter um pouquinho mais de consideração e respeito pelo futebol paranaense para que a gente pudesse jogar um jogo de futebol de verdade”, completou.As duas equipes voltam a campo no próximo final de semana. O Coritiba visita o Vasco no sábado (19), às 20h30, em São Januário, enquanto o Athletico enfrenta o Bahia, em duelo direto pelo G4, no domingo (20), às 20h30, na Arena da Baixada, em Curitiba.TikTok Instagram X YouTube Facebook WhatsApp Google Notícias do site: umdoisesportes