Um dos pontos mais sensíveis da segurança pública e do urbanismo na capital paulista, a Comunidade do Moinho, atravessa seus últimos dias como ocupação irregular. Em reportagem exibida no programa “Alerta com Sikêra Jr”, da TV A Crítica, o jornalista Emerson Tchalian, da Aspomil, e o Coronel Lucena, Coordenador Operacional da Polícia Militar de São Paulo, apresentaram um diagnóstico in loco do território, que passa por um complexo processo de desmobilização iniciado em março de 2025.
A visita marcou a primeira entrada da imprensa na área desde o início da operação definitiva de retomada. O que as imagens revelaram foi uma paisagem drasticamente alterada: onde antes existia um denso aglomerado habitacional — historicamente apontado pelas forças de segurança como um ponto estratégico para o crime organizado devido à sua localização férrea e de difícil acesso —, hoje restam escombros e máquinas operando a fase final de limpeza do terreno.
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Segundo o levantamento apresentado, a intervenção estatal visa encerrar um ciclo de décadas de riscos estruturais, incluindo histórico de incêndios graves, e de conflitos jurídicos. “Entrar aqui hoje é ver o encerramento de um ciclo de perigo constante para as famílias e para a cidade”, relatou Tchalian, destacando a “realidade nua e crua” do processo de demolição.
O planejamento futuro para a área prevê uma reconfiguração completa do espaço urbano. O local, situado encravado entre linhas férreas, deverá abrigar novos equipamentos públicos, incluindo um parque e uma estação de trem, integrando a região ao tecido formal da cidade. A operação, detalhada pelo Coronel Lucena sob a ótica dos desafios logísticos, envolve não apenas a demolição física, mas um trabalho contínuo de segurança perimetral para evitar reocupações e garantir a transição para o novo projeto urbanístico.





























