A vereadora Maíra do MST e a deputada estadual Marina do MST, ambas do PT, acionaram nesta quinta-feira (8) a Polícia Civil, a Polícia Federal e o Ministério Público para pedir a investigação de supostas ameaças de ataques com bombas, incêndios criminosos e agressões contra universidades públicas e estudantes do Rio de Janeiro.
As denúncias têm como base capturas de tela de grupos de WhatsApp identificados como Juntos com Bolsonaro e Direita Brasil (Niterói). Nas conversas, participantes discutem possíveis ataques à Universidade Federal Fluminense (UFF) e a estudantes que participariam de uma manifestação nesta sexta-feira (9), em Niterói.
Em uma das mensagens, um participante identificado como Nikolas Matos afirma estar conversando com alguém chamado Flávio sobre incendiar a UFF. Outra mensagem apresenta uma lista de pessoas para uma suposta ação durante a madrugada. Não há elementos que comprovem quem seria o Flávio mencionado.
Mensagens citam bombas, canivetes e atropelamento
No grupo Direita Brasil (Niterói), participantes mencionam levar bombas, soco-inglês e canivetes a uma manifestação estudantil. Uma das mensagens sugere utilizar uma caminhonete para atropelar manifestantes.
O ato está marcado para esta sexta-feira (9), com concentração às 12h30, nas Barcas de Niterói, e caminhada até o Campo de São Bento.
As parlamentares também citaram supostas ameaças à Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos dos Goytacazes. O documento encaminhado às autoridades, entretanto, detalha principalmente as ameaças à UFF e aos estudantes de Niterói.
Polícia é acionada para investigar denúncias
Maíra e Marina solicitaram a identificação dos autores das mensagens, a preservação das conversas e o reforço da segurança nas universidades e durante a manifestação.
As parlamentares também pediram que as autoridades avaliem uma possível relação entre as ameaças e o incêndio ocorrido na quarta-feira (7), em instalações da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife.
As causas do incêndio ainda estavam sob investigação, sem comprovação de ligação com os grupos mencionados.
A autenticidade das mensagens, a identificação dos participantes e a existência de planos concretos de ataque dependem de apuração policial. Até o momento, a documentação apresentada registra os pedidos de investigação, sem confirmação de autoria ou de envolvimento de organizações políticas nos possíveis crimes.
Ofício encaminhado pelas parlamentares Maíra do MST e Marina do MST às autoridades, com denúncias de supostas ameaças e capturas de tela anexadas.
Fonte: Ururau





























