Em 2006, eu tinha 15 anos, mas, já carregava uma sensação de saudade, mesmo sem ter vivido por completo os melhores dias do Paraná Clube. Minhas lembranças dos tempos de glória do Tricolor são flashes: um gol aqui, uma comemoração lá, a voz do meu pai misturada ao barulho da torcida. Cresci ouvindo as histórias. Das arquibancadas cheias, das campanhas históricas nos anos 90, da camisa que era pesada.
O título de 2006 foi diferente. Foi o único que eu realmente vivi. Lembro bem do primeiro jogo da final. Reuni alguns amigos no bar que meu pai tinha na época. Já de cara, o Paraná fez 3 a 0. Um alívio imediato, quase inesperado. Como se, depois de tanto tempo, a história finalmente estivesse voltando para o seu lugar. Mas foi no jogo da volta que marcou de vez.
O Paraná podia até perder, mas não foi simples. Começou atrás, 1 a 0, e a tensão apareceu. Até que veio aquele momento. A falta. A expectativa. E um personagem improvável. Marcelinho nem era para jogar, já que Maicosuel era o titular. Mas o destino tem dessas coisas. Marcelinho foi lá e bateu. E fez.
Aquele time tinha algo diferente. Tinha identidade. Tinha entrega. O saudoso Flávio Pantera na meta. O folclórico Goiano deslocado para a lateral direita. Uma trinca de zagueiros comandada pelo experiente Emerson. Na meia cancha um dos meus maiores ídolos: Beto, o capitão. Talvez não fosse unanimidade, mas para mim simbolizava tudo aquilo: raça e liderança. Na frente, o faro de gol de Leonardo, que arregaçou naquela temporada.
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Depois viria o Brasileirão, a vaga inédita na Libertadores. Mas, para mim, tudo começa ali.
Vinte anos depois, o tempo tratou de dar outros rumos à história. Rumos tenebrosos, diga-se de passagem. Mas aquela conquista permanece intacta. Infelizmente, a última de fato. Distante. Como o próprio clube destaca, “o passado já foi”. Boas memórias. O tempo pode ter mudado tudo, o clube, minha vida. Mas, não levou o sentimento. Seguimos na luta, meio que forjado no aço. A história não vai acabar.
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