O técnico Fernando Seabra vive no Coritiba um início de Brasileirão que lembra diretamente seu último trabalho no Red Bull Bragantino, em 2025.
Com uma sequência positiva de resultados, o treinador repete o roteiro de arrancada que, no ano passado, colocou o Massa Bruta na briga pela liderança da Série A, mas que terminou em forte queda na segunda metade da competição e resultou na demissão de Seabra.
O bom momento alviverde na atual edição do Brasileirão mostra o impacto da chegada do treinador no Alto da Glória. Assim como ocorreu no Bragantino, o treinador conseguiu dar rapidamente um padrão ao time, com resultados que colocam o Coxa na parte de cima da tabela logo nas primeiras rodadas.
Início com sequência de vitórias e destaque como visitante
Nessa mesma altura do campeonato, os números mostram semelhanças claras. Em 2025, na oitava rodada, Seabra ocupava a terceira colocação com o Bragantino, somando 17 pontos e disputando o topo da tabela com Palmeiras e Flamengo. A equipe tinha dez gols marcados e apenas seis sofridos. Era a sensação da disputa.
No Coritiba, em 2026, o cenário é semelhante, ainda que um pouco mais modesto. O Coxa aparece na 7ª colocação, com 13 pontos, também impulsionado por uma sequência positiva. Se no Massa Bruta foram cinco vitórias consecutivas em oito jogos, o Coxa emplacou três triunfos seguidos antes de ser derrotado clássico Atletiba do último domingo (22).
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Outro ponto em comum, e que até evoluiu, é o desempenho como visitante. Em 2025, pelo Bragantino, Fernando Seabra somava sete pontos fora de casa nesta altura do Brasileirão, o que colocava a equipe como a terceira melhor visitante da competição.
Já no Coritiba, em 2026, o rendimento é ainda mais expressivo com o Coxa tendo a melhor campanha fora de casa, com dez pontos conquistados em cinco jogos, resultado de três vitórias, um empate e apenas uma derrota.
Bragantino, Coritiba e a queda depois da pausa
O bom início do Bragantino se sustentou até a parada para a Copa do Mundo de Clubes. Na 12ª rodada, quando a competição foi paralisada, a equipe ainda ocupava a 5ª posição, com 23 pontos: sete vitórias, dois empates e três derrotas. O desempenho indicava que o time poderia se manter entre os postulantes na parte de cima da tabela.
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A realidade, porém, foi outra. Na volta da competição, o Bragantino não conseguiu retomar o mesmo nível. Em 17 jogos sob o comando de Seabra após a pausa, o time somou apenas três vitórias, três empates e sofreu 11 derrotas, registrando o pior aproveitamento da Série A no período e despencando na classificação.
Quando deixou o clube, o treinador tinha o Bragantino apenas na 13ª colocação, com 36 pontos, muito distante da disputa pelas primeiras posições que parecia possível no início.
Coritiba não quer oscilar e tenta evitar lesões
Além dos resultados, um dos fatores que impactaram diretamente a queda do Bragantino foi o alto número de lesões. Em determinado momento, na 19ª rodada, o clube chegou a ter dez jogadores no departamento médico ou em transição física, o que comprometeu o rendimento e a manutenção da ideia de jogo.
No Coritiba, o cenário serve de alerta e já influencia decisões. Com um calendário apertado em 2026, a comissão técnica tem adotado uma postura mais conservadora, controlando minutagem e rodando o elenco para evitar desgaste físico.
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O Coxa volta a campo na próxima quarta-feira (1º), contra o Vasco, no Couto Pereira, às 20h30, em jogo válido pela nona rodada do Brasileirão. Já a pausa para a Copa do Mundo está marcada para 1º de junho e 22 de julho de 2026, algo que deve acontecer na 18º rodada, permitindo o Coxa ter mais nove jogos até a paralisação.
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