A CPI do Crime Organizado no Senado decidiu ampliar as investigações envolvendo o Banco Master e empresas relacionadas, com o objetivo principal de identificar os verdadeiros beneficiários das operações financeiras sob suspeita. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (18), com a aprovação de novos requerimentos.
Segundo o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o foco está em rastrear a origem e o destino dos recursos, especialmente em estruturas que possam ter sido usadas para ocultar patrimônio.
A comissão também autorizou o envio de solicitações de informações a órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central, a Receita Federal e outras instituições do mercado financeiro.
Além disso, foram aprovadas convocações de pessoas ligadas ao caso para prestar esclarecimentos. Entre elas está a empresária Martha Graeff, associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, que deverá explicar a compra de um imóvel de alto valor.
A CPI ainda determinou a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico de dirigentes da empresa Prime Aviation, apontada como possível suporte logístico ao esquema investigado. Parte dessas iniciativas foi proposta pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Também foi convocado o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, para esclarecer denúncias relacionadas a operações de crédito consignado.
Por outro lado, a comissão rejeitou pedidos de quebra de sigilo do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e a convocação de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, o que gerou divergências entre os parlamentares.
Durante a sessão, chamou atenção a ausência do ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza. Sua participação foi tornada opcional após decisão do ministro do STF André Mendonça.
A CPI continua na fase de coleta de dados e depoimentos, buscando aprofundar as investigações sobre o uso de estruturas financeiras em possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.





























