26/01/2020 às 14h32min - Atualizada em 27/01/2020 às 08h00min

Norte e Noroeste já têm mais de seis mil desalojados e desabrigados

As chuvas que não deram trégua ao longo de toda a semana no Norte e Noroeste do Estado, Minas Gerais e Espírito Santo, ainda causam transtornos com o transbordamento de rios

Redação
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Os rios Carangola, Muriaé e Itabapoana estão desde a última sexta (24) inundando cidades do Noroeste, como Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana, Itaperuna. Já ontem (25), Cardoso Moreira e Italva foram inundadas pelo rio Muriaé, e Santo Antônio de Pádua, onde o rio Pomba ultrapassou a cota de transbordo no começo da tarde.

Em Itaperuna a situação neste domingo (26) ainda é grave, já são 2.040 pessoas desalojadas e 59 desabrigadas, e pessoas ainda são retiradas de áreas de risco, além de pacientes do Hospital São José do Avaí ainda estarem sendo retirados, e com registros de mais de dez deslizamentos de terra pelas chuvas que caem no município. Um jovem também desapareceu no rio Muriaé na cidade.

Em Porciúncula um homem morreu após atravessar uma área inundada, e mesmo que de forma mais lenta, o rio Carangola continua a subir em Natividade, que na manhã deste domingo (26), bateu a marca de 6,20m a cima de sua cota de transbordo que é de 5,15m. Só é possível atravessar de uma cidade para outra com tratores pela RJ-220, e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) paralisou a captação de água por também ter sido atingida pela inundação.

A RJ-220 também permanece interditada e a travessia de Itaperuna para Natividade segue impossibilitada, tal como a travessia de Laje do Muriaé para Miracema pela RJ-116 que também está inundada. O município de Laje do Muriaé tem neste domingo 1.285 desalojados e 60 desabrigados, e Bom Jesus do Itabapoana com 224 desalojados e 370 desabrigados, e que ainda segue sem abastecimento de água pela Cedae.

Em Italva o rio Muriaé ainda sobe e os bairros mais afetados pela inundação são: Parque Industrial, Saudade e Boa Vista, tendo 90 desalojados e 19 desabrigados. O Centro da cidade também já foi tomado pela água, e o trecho urbano da BR-356 segue interditado no município.

Em Santo Antônio de Pádua, o rio Pomba que transbordou no começo da tarde de ontem (25), já tem seis metros de nível e continua subindo ainda neste domingo. Os bairros Beira Rio, Carvalho e bairro Tavares são os mais atingidos, e a situação é ainda pior no Hospital Municipal Hélio Montezano, que precisou ter seus pacientes transferidos para as cidades de Itaocara e Aperibé, e em seguida ter seus equipamentos retirados.

A cheia do rio Pomba já afeta Aperibé, que tem suas primeiras ruas alagadas, e Cambuci, onde a Defesa Civil já realiza a retirada de pessoas do distrito de Frecheiras, sendo quatro famílias já encaminhadas para a casa de familiares. No ponto mais crítico, a profundidade da inundação em uma das ruas já passa de um metro.

Norte do Estado

Agora no Norte do Estado, em Cardoso Moreira, o nível do rio Muriaé passa dos nove metros, e mais de 80% da cidade está inundada. Doações já chegam ao município.

Em São Fidélis o nível do Rio Paraíba do Sul já começou a subir devido ao recebimento de águas do rio Pomba em Itaocara, a montante, mas de acordo com a Defesa Civil não há risco de transbordamento e a equipe segue em estado de atenção da mesma forma que no perímetro urbano de Campos dos Goytacazes, onde o nível também subirá pelo recebimento de águas do rio Muriaé, porém só entrará em estágio de alerta máximo após os 10,40m de nível. Nas localidades de Três Vendas e Santo Eduardo no município de Campos, a Defesa Civil segue monitorando.

Chuvas

A forte e constante chuva que cai em parte da região Sudeste do país desde a última quinta-feira (23), e que causa transtornos no Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, causa transtornos na região com a elevação do nível dos rios.

Isso ocorre pelo fato dos rios Carangola, Itabapoana, Pomba e Muriaé que cortam essas mesorregiões do Rio de Janeiro, ter suas nascentes na Zona da Mata Mineira no Estado de Minas Gerais, onde chove muito desde o começo da semana passada, além das fortes chuvas que também caem no interior do Rio contribuírem para a cheia destes rios e ainda causarem transtornos com alagamentos e deslizamentos de terra como registrados nesta semana.

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