Uma viagem organizada para acompanhar o Goytacaz fora de casa terminou em transtorno e prejuízo para um grupo de torcedores alvianis no último sábado (12). A caminho de Petrópolis, onde o clube enfrentou o Serrano pela Série B1 do Campeonato Carioca, o ônibus utilizado pela caravana apresentou um problema em Casimiro de Abreu. Sem uma solução para seguir viagem, os próprios torcedores tiveram que se mobilizar e desembolsar R$3,8 mil para fretar duas vans.
Segundo relatos obtidos, o ônibus havia sido fretado após oferecimento da empresa São Salvador. O dinheiro que já havia sido arrecadado pelos integrantes da caravana, de acordo com um dos responsáveis pelo grupo, acabou sendo destinado à contratação de um transporte de melhor padrão para a delegação da equipe.
Durante o trajeto, o veículo parou no Oásis, em Casimiro de Abreu. Para os passageiros, inicialmente, a parada seria apenas para lanche e uso dos banheiros, mesmo com o horário apertado para chegar à partida. Na hora de retomar a viagem, entretanto, o motorista teria reunido o grupo e informado que não poderia prosseguir porque a luz do óleo havia acendido no painel. Outro relato aponta que teria sido identificado vazamento de óleo.
Diante do risco de perder o jogo, a própria torcida buscou uma alternativa. Duas vans foram contratadas por R$3.800, valor que, segundo os organizadores, saiu do bolso dos integrantes da caravana. O grupo seguiu para Petrópolis e acompanhou o empate por 0 a 0 entre Serrano e Goytacaz, no Estádio Atílio Marotti.
A expectativa era de que o ônibus permanecesse em Casimiro de Abreu para realizar o restante da viagem de volta. Não foi o que aconteceu.
Ao retornarem ao local depois da partida, os torcedores afirmam que o ônibus já havia partido e nenhum outro veículo estava disponível para substituí-lo. Ainda de acordo com os responsáveis pela excursão, as tentativas de contato também foram frustradas: eles alegam que o motorista e uma gerente da empresa bloquearam os números envolvidos na contratação.
A situação causou ainda mais revolta porque a caravana não era formada apenas por torcedores jovens. Havia mulheres, crianças e idosos no grupo. Entre eles estava um torcedor de quase 80 anos, acompanhado da esposa, que, segundo o relato recebido pelo Jornal Aurora, passou a noite anterior preparando lanches para distribuir entre os passageiros durante a viagem.
Apesar dos transtornos, o grupo conseguiu retornar a Campos em segurança. Os organizadores estimam que os gastos relacionados ao episódio tenham superado R$5 mil, considerando os diferentes custos envolvidos na caravana.
O episódio provocou indignação principalmente pela alegada ausência de assistência depois que o veículo apresentou o problema. Para os torcedores, a falha mecânica poderia acontecer, mas o ponto central da reclamação é a forma como o grupo afirma ter sido deixado sem transporte e sem comunicação para retornar a Campos.
O espaço do Jornal Aurora permanece aberto para manifestação da empresa e dos demais citados.































