02/05/2019 às 14h52min - Atualizada em 02/05/2019 às 14h52min

Estudo encontra resíduos de 27 agrotóxicos na água de Campos

Tema foi abordado no programa A Voz de Campos na última sexta-feita (26)

Redação
Jornal Aurora
A água é uma fonte de vida, mas se não for tratada pode ser tornar um fator para surgimento de doenças. No Brasil, a contaminação da água tem crescido constantemente. Dados do Ministério da Saúde informam que em 2014, 75% dos testes detectaram agrotóxicos. Subiu para 84% em 2015 e foi para 88% em 2016, chegando a 92% em 2017.  E, para abordar esse assunto que na sexta-feira (26), o programa A Voz de Campos da Rádio Aurora teve como tema principal a “Contaminação da água nas torneiras de Campos”, com a presença do geógrafo e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Marcos Pedlowski.
 
O professor Marcos vem estudando, com um grupo de pesquisadores da Uenf, a questão da composição das águas na região de Campos há pelo menos 15 anos.  Durante entrevista, Pedlowski questionou a atuação da Águas do Paraíba, concessionária responsável pelo saneamento em Campos, sobre a presença de contaminantes na água da cidade e que o relatório divulgado pela empresa sobre a situação da água deveria ser feito em menos tempo e apresentado a toda população.
 
“A presença de micro poluentes emergentes, já é de conhecimento da Águas do Paraíba há 10 anos. E, eu fico surpreso que as análises deste elemento são feitas a cada seis meses”, afirmou o geógrafo.
 
Um estudo nacional revelou que nas águas que chegam às torneiras das residências de Campos foram encontrados 27 agrotóxicos, destes, nove estão acima do limite permitido pela legislação brasileira. 
 
“Você tem 27 coisas que foram medidas, as 27 foram encontradas, são 100%. Sendo que 11 estão no nível um - nível da mais alta toxicidade -, que podem ser associados a doenças como câncer, problema neurológico, problemas reprodutivos e em todo sistema glandular humano”, explicou Marcos.
 
Durante entrevista, o professor disse que após análise da amostra de uma poça de água em um Assentamento, em Campos, a concentração achada de um agrotóxico era acima do limite estipulado pela União Europeia para todos os agrotóxicos que podem ser encontrados na água. Logo, comprovando a gravidade do grau de contaminação nas águas da cidade.
 
O geógrafo esclareceu como os micros poluentes chegam para o consumo dos campistas. “O agrotóxico permanece no solo, depois percorre lentamente todo caminho até o lençol freático, até desaguar no nosso principal manancial que é o Rio Paraíba do Sul. E, elementos medidos, pela Uenf, há pelo menos duas décadas indicam contaminação nessa água”.
 
Como melhorar a qualidade da água 
 
O Jornal Aurora listou algumas dicas para melhorar a qualidade da água nas residências. Confira:
 
Ter um sistema de filtração instalado na casa;
Fazer a troca devida do filtro;
Purificadores de água instalados na tubulação;
Sistema de osmose reversa - Estes funcionam passando a água através de uma série de películas que removem bactérias, sedimentos e poluentes.
Destiladores - Esses sistemas removem todas as impurezas da água, incluindo minerais e oxigênio.

Em nota, a concessionária Águas do Paraína informa que:

Em conformidade com o Ministério da Saúde, através da Portaria de Consolidação Nº 5, anexo XX de 28 de setembro de 2017, são realizadas, semestralmente, análises de monitoramento em todos os sistemas de abastecimento. As análises contemplam 94 parâmetros, dentre eles os agrotóxicos e herbicidas citados na Pesquisa, respeitando os limites estabelecidos na Legislação Brasileira.

Além disso, são realizadas análises mensais de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos por laboratórios de controle com sistema de gestão baseado na ISO 17.025/17. Os relatórios com os resultados da qualidade da água são enviados mensalmente ao Ministério da Saúde e também disponibilizados à Vigilância Sanitária Municipal, não havendo comprometimento da qualidade da água distribuída pela Empresa conforme a Legislação Brasileira.

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