17/07/2021 às 21h04min - Atualizada em 17/07/2021 às 21h04min

Um basta já na violência contra mulher!

Rayra Gomes - Redação
Divulgação
 

Nos últimos anos a mulher tomou conta das manchetes dos telejornais e da “boca do povo”. Mas, infelizmente, não como ela merece. As notícias ensanguentadas não têm fim.  E não é apenas daquele sangue vermelho visível, mas do que não é exposto: o psicológico. Engana-se quem pensa que a violência contra a mulher é apenas física. Ela vai  do assédio moral ao sexual.
 
Embora já existam leis e políticas públicas em defesa da mulher, sabe-se de casos de violência que as punições não foram aplicadas. Aliás os debates sobre a violência contra a mulher e o feminicídio são ainda recorrentes na pandemia aliados à sobrecarga das mulheres nesse período.
 
Os casos mais recentes foram do DJ Ivis  que teve repercussão  nacional e do ex-candidato a vereador de Campos, Thiago Seixas. O artista foi preso após  os vídeos de agressões contra a ex-mulher, Pamella Holanda, serem divulgados por ela nas redes sociais. Já o ex-candidato está foragido até o presente momento. Segundo familiares, esta não foi a primeira vez que ele agrediu a ex-esposa.  Esse tipo de violência já é considerado um grave problema de saúde pública. 
 
A sociedade não aguenta mais a violência contra a mulher e essas ações estão relacionadas com construção da masculinidade, segundo a socióloga e antropóloga, Thais Nascimento. Ela fala que é preciso cessar, porém, na visão dela, só é possível com duas mudanças.
 
“A construção da identidade masculina passa pela violência. O homem deve ser ensinado a lidar com suas próprias emoções, a entrar em contato com seus sentimentos. Isso não fere as masculinidades, é preciso que eles entendam. A segunda é a representação feminina na identidade masculina como um troféu, objeto, prêmio e não como um sujeito de direito e desejos” explicou.
 
“A mulher é um ser humano que tem tantos anseios como os homens, só que na construção das masculinidades, essa mulher é vista como uma posse, algo para se ter e para se exibir, de modo quando ela faz algo que desagrade ao mesmo, ele acha que tem o direito de bater nessa mulher. E a raiz disso está na maneira como criamos nossos filhos, nossos meninos, futuros homens. Os homens adultos precisam repensar a forma de ser homem no mundo, e os homens jovens precisam ter modelos mais saudáveis de masculinidade”, finalizou.
 
 
 
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