16/07/2021 às 14h34min - Atualizada em 17/07/2021 às 07h29min

A presença feminina no mercado jornalístico

“Eu me identifiquei bastante e senti que na minha região também tinha que ter um profissional com a representatividade que eu tenho, uma mulher e negra no vídeo”.

Rayra Gomes - Redação
Jornalista Cláudia Eleonora
A luta da mulher por seu espaço cresce cada dia. Já se foi o tempo em que a mulher se resumia a casa e marido, hoje elas lutam por direitos iguais, embora a desigualdade ainda esteja presente na maior parte da população. Muitas mulheres já conseguem quebrar essa barreira, se tornando influentes e poderosas. Presidentas, campeãs de futebo, ativistas, cientistas, escritoras, atrizes. E, jornalistas. E como é ser  jornalista em uma cidade do interior do Rio? É possível chegar ao topo?

A jornalista, Cláudia Eleonora, que hoje ocupa um lugar de chefia – Gerente de Jornalismo da Record Tv Interior percebeu que o mercado era dominado pelo sexo masculino assim que se inseriu no mercado de trabalho. “No período que eu comecei minha carreira ainda a presença de homem era muito forte na redação. Hoje, a gente já consegue ver diversas mulheres atuando em todos os setores. Mas, quando comecei era chefiada por homens. Muitos colegas homens, poucas mulheres no vídeo. E, eu me identifiquei bastante e senti que na minha região também tinha que ter um profissional com a representatividade que eu tenho, uma mulher e negra no vídeo”, disse.
Para a cientista social, Esther Alferino, a trajetória da mulher é bem maior e dificultosa na luta por seus direitos na sociedade em prol da superação das desigualdades no mercado de trabalho.
 
“Na questão da inserção da mulher no mercado de trabalho, faz-se necessário voltar um pouco mais atrás da história e pensar que existe uma questão de classe importante, porque nos países europeus, a partir da Revolução Industrial, as mulheres pobres sempre estiveram inseridas nele. Reivindicar espaço, protestar por uma vaga de trabalho nunca foi questão para mulher pobre, elas sempre tiveram quetrabalhar, pois fazia parte da vida delas, fora inclusive; trabalhar na fábrica, na carvoaria, nos mesmos espaços que os homens, e ganhando menos desde aquela época”, explicou a mestra em Sociologia.
 
De acordo com uma pesquisa realizada pelo (IBGE) - Instituto Brasileiro da Geografia Estatística – apenas 37% das mulheres estão ativas na imprensa. A força feminina ainda representa menos da metade do setor. A mídia de TV é a única em que representantes do time feminino compõem mais da metade dos campos disponíveis de trabalho.
 
Para a repórter fotográfica, Laís Patrício, embora tenha uma vitrine de espaço democrático, o mercado de trabalho ainda é um segmento hostil para nós mulheres. Somos tachadas como incapazes de estar à frente de cargos que por muitos anos foram reduto do sexo masculino. No desporto não é diferente, em muitos esportes o machismo ainda impera, porém nos últimos anos as mulheres vêm tentando conquistar  seu lugar no mercado de trabalho, adquirindo conhecimento, se especializando e trabalhando duro para mostrar que são capazes de muita coisa e assim lutar incansavelmente pela igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Entre canais abertos e pagos são 4.040 mulheres jornalistas empregadas, contra 4.007 homens — fechando a conta em 50,21%. Em emissoras radiofônicas espalhadas país afora, o resultado é totalmente diferente. São 11.182 homens trabalhando, enquanto há apenas 2.284 comunicadoras (20,5% do total). O mapeamento se refere apenas a cargos relativos a funções jornalísticas, como repórter, apresentadora e diretora de redação.
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