29/09/2019 às 11h57min - Atualizada em 30/09/2019 às 08h00min

Autismo: desafios, sintomas e direitos das crianças com TEA

O importante tema foi debatido no programa 'Colocando o Dedo na Ferida' no sábado (28)

Redação
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O transtorno do espectro autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, é um distúrbio do desenvolvimento que acomete, em média, uma a cada 59 crianças. Apesar dos avanços no conhecimento, ainda há muitos desafios ligados a esse problema, como o diagnóstico e a exclusão social do autista. E para abordar esse tema, que o programa 'Colocando o Dedo na Ferida' de sábado (28), trouxe como convidados a Dra. Marcela, Jorge Henrique, o adolescente e autista, Augusto Gonçalves e as mães Edwana Gonçalves e Mariana Maciel.

Sob comando de Anderson Gomes, o programa permitiu a discussão sobre a inclusão, a importância de debater esse tema, eventos voltados para as crianças, os direitos adquiridos e formas para garantir um maior espaço na sociedade para o TEA.

"O Brasil não precisa de mais leis. Existem leis específicas para o autismo, e elas deveriam simplesmente ser cumpridas. E, isso acontece muitas vezes por falta de conhecimento da população", afirmou Jorge Henrique. 

O autismo faz parte de um espectro de condições que limitam habilidades, interações sociais, comportamentos, a fala e comunicação não-verbal. Trata-se de uma condição geral para um grupo de desordens no desenvolvimento cerebral. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo são autistas. De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, 150 mil novos casos de autismo são diagnosticados por ano no Brasil. Estima-se que o Brasil tenha hoje cerca de 2 milhões de autistas

"Hoje a gente fala muito em empatia. Mas, você tem que ter empatia por várias pessoas, não só por quem tem deficiência. Você tem que ter empatia pelo outro. E, cada um vai ter a sua especificidade. O meu filho, por exemplo,  não se incomoda com cor, com luz, às vezes ele se incomoda com barulho. Mas, ele é um tipo de criança nao-verbal. Então, na escola para ele há sempre desafios para vencer pelo fato dele não conseguir se comunicar verbalmente", declarou a Dra. Marcela.

Indivíduos com autismo enfrentam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social. No entanto, quando falamos de um “espectro”, falamos de uma ampla variação.

"Eu comecei o tratamento do Ian quando ele tinha 6 anos. A gente relutou, a gente não queria acreditar, o peso de falar 'leva em um psiquiatra'.  É aquela ignorância e medo momentâneos. Até a gente ceder por ver que tinha algo diferente.", relatou a mãe Mariana.

"O autismo nunca é só autismo, ele vem como uma comorbidade. E, no caso do Augusto, é a dislexia.", declarou a mãe Edwana. "Sou educadora há 29 anos e é uma situação extremamente complicada quando a gente fala de inclusão. Porque primeiro tivemos que ter lei para assegurar um direito, quando na verdade era para ser um processo natural."

A Lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista é a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Esta lei estabelece algumas diretrizes e define, em seu parágrafo primeiro, um indivíduo com Transtorno do Espectro Autista.

O programa pode ser conferido na íntegra através do link: Clique Aqui.


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