21/06/2019 às 10h38min - Atualizada em 21/06/2019 às 10h38min

Brasileira reencontra filha sequestrada pelo pai e levada para Nigéria

De acordo com a advogada de Laurimar Pires Ferreira, Michael Akinruli foi preso em Lagos

G1
Reprodução / TV Globo
Após cinco meses de angústia, a mineira Laurimar Pires Ferreira está voltando da Nigéria com a filha de nove anos que havia sido sequestrada pelo pai. Michael Akinruli foi preso na segunda-feira (17), em Lagos, capital do país africano. “Ele estava a cerca de dez quilômetros de Laurimar, que foi atrás da filha na Nigéria”, disse a advogada Nádia de Castro Alves, que representa a brasileira.

De acordo com o Fórum Lafayette em Belo Horizonte, Michael Akinruli teve autorização judicial para viajar com a filha Atinuke no dia 9 de janeiro, mas eles deveriam ter voltado ao Brasil no dia 3 de fevereiro. Após o prazo determinado pela Justiça, a advogada dele mandou um e-mail para Laurimar.

O texto informava que Akinruli tinha entrado com um processo de guarda da criança na Nigéria e que já havia encaminhado a matrícula da filha em uma escola. A mãe, então, acionou a Justiça brasileira.

No início de abril, o TJMG suspendeu a guarda compartilhada. A mãe, desde então, tem a guarda exclusiva da menina. Um inquérito foi instaurado e no início de maio, o nigeriano teve a prisão preventiva decretada pelos delitos de subtração de incapaz, desobediência e falsidade ideológica.

Akinruli foi preso pela polícia local com a ajuda da Interpol. A menina foi encontrada com ele. A princípio, o consulado brasileiro em Lagos ficou com a custódia dela. Dois dias depois da prisão, Akinruli assinou autorização para que a guarda fosse transferida para Laurimar.

Mãe e filha devem chegar ao Brasil na noite desta sexta-feira (21).

Pouco contato

De janeiro a abril, Laurimar disse que conseguiu falar com a filha, por telefone, poucas vezes. Em conversas gravadas pela mãe, a menina alegava estar bem.

Em maio, foi emitido alerta vermelho pela Interpol para possibilitar a captura e eventual extradição do nigeriano. Na época, Michael Akinruli disse que só iria se pronunciar judicialmente.

Segundo a Justiça, o pai da menina vivia no Brasil há mais de dez anos, era empresário registrado na Junta Comercial de Belo Horizonte, Presidente do Instituto Iorubá e mestrando em Relações Internacionais na PUC Minas.


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