14/06/2019 às 11h39min - Atualizada em 15/06/2019 às 11h39min

O Futuro de Campos foi assunto polêmico em debate na sexta-feira (14) na Rádio Aurora

Em nota a Prefeitura de Campos esclarece as acusações

Redação
Jornal Aurora
O programa A Voz de Campos levou ao ar, através da Rádio Aurora, com a apresentação de Germando Santos, na manhã de sexta-feira (14), um debate sobre o tema 'A qualidade dos serviços públicos na cidade de Campos", que contou com a participação do economista Ranulfo Vidigal, do ex-deputado Roberto Henriques e do vereador Álvaro Oliveira.

Os convidados abordaram diversos assuntos relacionados a economia local, a qualidade dos serviços públicos no município, aos investimentos e o futuro da nossa cidade e região.

O Jornal Aurora destaca a participação do economista Ranulfo Vidigal, que durante o programa, criticou a queda na qualidade dos serviços de saúde atualmente em Campos, falou também sobre a carência nos serviços de iluminação, coleta de lixo e educação que poderiam ser oferecidos à população com melhor qualidade, em função do valor de R$ 1 bilhão recebidos pelo poder público municipal mensalmente.

Sobre o mesmo assunto o apresentador Germando Santos questionou o vereador Álvaro Oliveira que apontou a falta de transparência em relação a prestação de contas relativas aos gastos e ainda abordou a questão da dívida da prefeitura com o grupo IMNE, em que decaiu o direito de cobrança. Também falou sobre um projeto de transação com o grupo Othom (dono da extinta usina Cupim), em que a empresa iria ser beneficiada por ter o IPTU suspenso, em torno de 3 milhões de reais, em troca de obras de infraestrutura.

A greve dos servidores municipais, foi destaque quando em sua fala o ex-deputado Roberto Henriques  apontou a necessidade do poder público em conciliar a peça orçamentária e a estrutura de ofertas de serviço com todos os interesses mais íntimos da população. Na condição de ex-prefeito ressaltou que a greve dos servidores poderia ter chegado ao fim com o gestor municipal concedendo o aumento solicitado pela categoria de 4%. Em contrapartida o ex-deputado desafiou para que sejam provadas pelos autores as denúncias dando conta de que mais de um milhão de pessoas em sua gestão foram demitidas. 

Essa opinião se baseou após o economista Ranulfo Vidigal ter apontado que os dados do demonstrativo com a despesa de pessoal dos 20 mil servidores existentes na cidade, nos 12 meses encerrados em abril último, custaram 858 milhões de reais, o que representa 46,9%.O economista  destacou que  a prefeitura poderia gastar 942 milhões, portanto 51% e que estranhamente  estabeleça um impasse com os servidores, não conseguindo conceder o aumento.

Os participantes ainda falaram sobre a dívida astronômica deixada pelo governo anterior para o governo atual, estimada em mais de R$ 1 bilhão e ainda foram apontadas as falhas deixadas pelo modelo de governo  que adotou  a desindustrialização de Campos e ainda as falhas na educação que não oferecia capacitação para o trabalho.

O ex-deputado Roberto Henriques apontou falhas na desapropriação de prédios no município e sugeriu que os gestores dos governos anterior e atual fizessem uma prestação de contas em praça pública, mostrando os documentos relativos ao comprometimento dos recursos, as dívidas consolidadas e as dívidas futuras, como forma de esclarecimento à população.

O apresentador do programa A Voz de Campos, Germando Santos, após mediar as falas agradeceu a participação dos convidado e colocou os microfones da Rádio Aurora à disposição para mais esclarecimentos.

A entrevista completa pode ser conferida através do link: https://www.facebook.com/radioauroraoficial/videos/2316382391949254/
 
Em nota a Prefeitura de Campos, através da Superintendência de Comunicação, enviou a Rádio Auroa as seguintes respostas:

 Seguem abaixo alguns esclarecimentos em relação ao programa que foi ao ar nesta sexta-feira (14) durante a programação da Rádio Aurora, quando houve um debate sobre o tema 'A qualidade dos serviços públicos na cidade de Campos" .  Em caso de dúvidas, favor entrar em contato para que possamos esclarecê-las. Obrigada!
 
 
A atual gestão encontrou, em janeiro de 2017, uma realidade econômica municipal que constava de um déficit de aproximadamente R$ 57 milhões mensais que, em pouco mais de seis meses, foi reduzido para cerca de R$30 milhões mensais, em consequência de medidas  como redução das despesas, revisão de contratos e diminuição de mais de 500 cargos comissionados. No primeiro ano de governo, a receita municipal foi de R$ 1 bilhão a menos, se comparado com o ano de 2016, em virtude da crise econômica do país, agravada pela queda da arrecadação dos royalties do petróleo. Além da queda de arrecadação, o município teve que arcar com dívidas milionárias, que chegam a R$ 230 milhões, que comprometeram o seu orçamento. Dívidas com a chamada “venda do futuro”, principalmente, além de precatórios e PreviCampos.
 
Com este valor que o município está pagando de dívidas, deixadas pela gestão passada, seria possível fazer grandes investimentos no município, como: construir mais de 20 hospitais São José, pagar mais de 70 anos de Restaurante Popular, 12 anos de Cartão Cooperação (antigo Cheque Cidadão) e 250 quilômetros de asfalto, além de cinco folhas de décimo terceiro de servidores na ativa e quatro anos de hospitais contratualizados, que nos ajudam a ofertar saúde de melhor qualidade à população.
 
 Saúde - Mesmo numa realidade de limitações financeiras, a Prefeitura de Campos vem realizando investimentos na área de saúde para melhoria do atendimento nos equipamentos  do município. Dentro das ações planejadas por uma nova Saúde para a população, a Prefeitura de Campos convocou 131 novos médicos aprovados em concurso público, está reformando 10 Unidades Básicas de Saúde (UBS), entregou a UPH de Travessão, a Policlínica do Servidor, a Câmara Técnica da Saúde e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), transferiu as sedes do Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (Past) e do Centro de Doenças de Alzheimer e Parkinson (Cdap) para imóveis mais amplos e confortáveis para melhor atender aos pacientes, ampliou de 7 para 24 o número de equipes completas do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) e em breve vai entregar o novo Hospital São José, beneficiando os 75 mil moradores de Goitacazes e da Baixada Campista. 

Além disso, foram realizadas ações direcionadas ao Hospital Ferreira Machado como a agilidade para realização de procedimentos ortopédicos na unidade, através da aquisição de novos materiais; o HFM também se tornou o primeiro hospital público do município a contar com o tratamento de compressão pneumática intermitente dos membros inferiores, que garante a prevenção a trombose e embolia pulmonar em pacientes que estão na UTI e, também, ganhou novo elevador em 2018 que, junto ao antigo, atende à demanda diária na instituição. 
 
No Hospital Geral de Guarus (HGG), mais de 30 aparelhos de ar-condicionado foram instalados na unidade nos últimos dois anos. Ações para promoção de melhorias foram realizadas como a reforma dos banheiros e enfermaria, repousos feminino e masculino. No último ano a unidade recebeu, ainda, novos equipamentos hospitalares que integraram um pacote de investimentos no valor de R$ 1,3 milhão; além de reforma parcial no telhado, que recebeu cobertura com massa e manta impermeável. A Prefeitura de Campos também obteve a liberação de R$ 8 milhões, através do Fundo Municipal de Saúde e de emendas parlamentares, para qualificar ainda mais as estruturas das do HGG e HFM, que vão passar por reformas nos próximos meses.
 
 
Transparência - O município de Campos dos Goytacazes foi reconhecido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ) como referência, no RJ, pelo orçamento participativo, transparência e acesso à informação, resultado do trabalho implementado a partir de janeiro de 2017. Campos venceu duas das 9 indicações do Prêmio Melhores Práticas da Escola de Contas e Gestão TCE/RJ. Este resultado foi divulgado em dezembro de 2018 e a premiação recebida pelo prefeito Rafael Diniz em solenidade, na sede do Tribunal em 2019, na presença dos prefeitos de todos os municípios do estado.  
 
Também em agosto do último ano, Campos dos Goytacazes ficou entre os cinco melhores do estado do Rio de Janeiro em transparência de acordo com levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) pelo iTAI. A nota de Campos teve um salto que representou um aumento de mais de 280% em relação à avaliação anterior. Ainda em dezembro de 2018, Campos se destacou no ranking nacional de Estados e Municípios do Escala Brasil Transparente, registrando a terceira melhor nota do país pelo Serviço de Informação ao Cidadão (SIC).  O programa do governo federal, realizado pela Controladoria Geral da União (CGU), avalia a transparência e acesso à informação de todos os Estados
e municípios brasileiros acima de 50.000 habitantes.
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