24/06/2022 às 17h31min - Atualizada em 25/06/2022 às 16h40min
Ato do Sindjus-DF pela recomposição salarial tem adesão da categoria e repercute nos corredores e gabinetes do STF
Sindicato afirma que novos atos serão chamados e há a possibilidade de realização de paralisações
SALA DA NOTÍCIA Assessoria de comunicação Sindjus - DF
Divulgação Junho de 2022 - O Sindicato afirma que novos atos serão chamados e há a possibilidade de realização de paralisações e Greve Geral no segundo semestre, podendo impactar nas Eleições 2022
Filiados do Sindjus-DF estiveram concentrados, na última quinta-feira (23/6), em frente ao Supremo Tribunal Federal, para cobrar reajuste para os servidores do Poder Judiciário e MPU. Com palavras de ordem, bandeiras empunhadas, cartazes e faixas, os servidores alertaram: se não houver reajuste o Judiciário vai parar.
O coordenador-geral do Sindjus-DF, Costa Neto, cobrou uma imediata ação do STF para recomposição dos salários dos servidores. “É preciso sair da inércia e assumir a responsabilidade de recompor o salário dos servidores do Poder Judiciário. O que falta é disposição, pois orçamento tem e já está comprovado. Há que se ter respeito com os servidores. Esse é o primeiro ato de muitos que virão. E, se necessário, faremos paralisação e greve geral”, alertou Costa Neto.
O coordenador ainda lamentou a indisposição do Governo em negociar com a categoria. Costa Neto destacou que mais da metade dos salários dos servidores já foi corroída pela inflação por falta de recomposição. “Coloquem a mão na consciência e saibam que aqui estão servidores que merecem respeito e valorização”, disse.
Um dos gritos de guerra entoados pelos manifestantes causou especial incômodo aos ministros da Suprema Corte quando ouviram: "STF, pare de omissão, sem recomposição não vai ter eleição.”
O Sindicato argumenta que há orçamento para reajuste em 2022 e por isso os servidores estão cobrando do STF um posicionamento e o compromisso de aprovar em sessão administrativa o envio de Projeto de Lei ao Congresso Nacional.
Para viabilizar a recomposição, a entidade está realizando estudos que devem ficar prontos na próxima semana, e serão apresentados ao presidente do STF.