A Assembleia Geral dos Credores, que vai definir o futuro do Paraná Clube, foi marcada para o dia 11 de março, a partir das 14h, de forma virtual. A nova reunião tem como objetivo a aprovação do modificativo do plano da Recuperação Judicial (RJ), que é essencial para a conclusão da venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a NextPlay.
Em dezembro, os credores e o Paraná chegaram a um acordo para a readequação do plano da RJ, que havia sido aprovado e não agradava aos investidores. Com isso, a NextPlay, única que fez proposta vinculante para a SAF e havia desistido do negócio, retomou o interesse e já iniciou um período de transição até a oficialização da venda.
No despacho, a juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, detalha que o Comitê dos Credores informou “ter obtido assinaturas de credores suficientes para aprovação do Terceiro Modificativo, sem realização de Assembleia”.
Porém, o Paraná alega que “as assinaturas não são suficientes para aprovação na forma do art. 45-A da Lei 11.101/2005, que dispõe quanto a adesão de credores que representem mais que metade do valor do crédito sujeito à RJ, e não da metade do valor do crédito de cada classe”.
Desta forma, a nova reunião dará a oportunidade para que todos os credores tenham total conhecimento do plano, evitando qualquer problema jurídico na venda da SAF paranista.
“Para garantir o respeito aos princípios acima citados, evitar nulidades e garantir a transparência do processo recuperacional, acolho a manifestação da AJ e da recuperanda, paraque o Terceiro Modificativo, apresentado pelo Comitê de Credores, seja submetido à AGC e, se aprovado, submetido ao controle de legalidade pelo Judiciário”, destaca a juíza.
O acordo entre credores e Paraná Clube
O Tricolor oficializou a venda da SAF para a NextPlay em 19 de dezembro, quando completou 36 anos. Após longo impasse, com a possibilidade até de falência do clube, o Paraná e os credores chegaram a um consenso para um plano que agradasse a todas as partes.
A negociação só foi para frente depois de acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro e principal investidor da NextPlay, que pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy – esse valor irá integralmente para o pagamento da RJ.
No plano defendido inicialmente pelo Tricolor, muitos credores temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy e, por isso, estipularam o valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Com as novas negociações e a garantia de receber, eles aceitaram reduzir para R$ 60 milhões.
O imóvel agora vai para leilão pelo montante e direcionado para o banco, que terá a oportunidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será feito em dez prestações anuais, com carência de um ano a partir da venda da SAF no processo da RJ.
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