O paranaense Robson Gomes, preparador físico do Al Hussein, da Jordânia, conta como está a situação em Doha, no Catar, após a retaliação do Irã pelos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel no último sábado (28). O país que recebeu a última Copa do Mundo tem instalações militares estadunidenses.
Gomes está em Doha para o jogo das quartas de final da AFC Champions League Two, a segunda principal competição de clubes da Ásia. O Al Hussein enfrentaria o Al Ahli, do Catar, mas o jogo já foi adiado para abril.
“Hoje [segunda-feira], o nosso treino foi impedido por orientação policial e tivemos que fazer outro treino na academia. Nosso jogo já foi adiado para abril e só estamos aguardando a liberação do espaço aéreo para voltar para a Jordânia”, relata o curitibano, em entrevista ao UmDois Esportes.
Segundo o preparador físico, com diversas passagens pelo Coritiba, houve alertas emitidos pelo celular antes dos tremores. Ele conta como foi o processo para se manter em um local seguro.
“Fomos surpreendidos. Nós chegamos na sexta-feira em Doha, antecipamos a nossa viagem. Jogaríamos nesta terça-feira contra o Al Ahli e fomos ver o jogo deles na sexta-feira. Não imaginávamos que seria o ‘último jogo’ que veríamos. Estamos no período do Ramadã, que o muçulmano fica em jejum das 5h, 5h30 até as 17h e 17h30”, descreve.
“Como iríamos ficar no hotel o tempo inteiro, combinamos eu, Ney Franco e Thiago Larghi de ir no shopping, mas recebemos uma mensagem no celular que estava acontecendo algo diferente e pedindo para voltar ao hotel o mais rápido possível. Viemos para o hotel, no 17º andar, e começaram a tremer as janelas. Quando diminuiu os barulhos, fizemos um treino na academia no sábado. No domingo, os estouros foram menores, tivemos mensagens de celular também e o treino foi na academia”, destaca o paranaense.
Robson Gomes trabalha com Ney Franco, técnico campeão com o Coritiba
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Robson Gomes faz parte da comissão técnica liderada pelo técnico Ney Franco, campeão da Série B com o Coritiba em 2010, e que ainda tem o auxiliar Thiago Larghi, ex-Atlético-MG. Os três, assim como o restante da delegação do Al Hussein, ainda não têm data para deixar o Catar, que está com o espaço aéreo fechado.
O preparador físico ainda destaca que a ideia é continuar o campeonato na Jordânia da mesma forma que foi na pandemia: sem torcida e apenas com jogadores e comissões técnicas nos estádios. “Estamos no aguardo para voltarmos para disputar o Campeonato Jordaniano. O campeonato já teve jogo cancelado, outro parou três vezes por segurança e todos foram para o vestiário, além da torcida ter saído do estádio”, diz.
“Se continuar o campeonato ideal, a ideia no ínicio é ser que nem na pandemia sem ninguém, a não ser jogadores. Aqui está relativamente tranquilo, não está que nem Bahrein e Arábia Saudita. Tenho amigos que relatam que estão em bunkers. Tomara que isso se resolva o mais de pressa possível e que possamos ter uma vida normal na Jordânia ou regressando para o Brasil”, complementa o preparador físico curitibano.
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