20/09/2021 às 18h56min - Atualizada em 20/09/2021 às 18h46min

COMO OS APLICATIVOS DE RELACIONAMENTO PODEM AJUDAR UM AUTISTA?

Omar Heart

A verdade é que hoje em dia, a maioria dos relacionamentos começa na rede. Sites e aplicativos de relacionamento são ótimas opções para conhecer pessoas novas, mas só os use se for maior de 18 anos, combinado?
Antes de tudo, tenha em mente que as conversas online, principalmente por mensagens de texto, são mais difíceis de interpretar. Nesses casos não temos o tom de voz, a expressão facial ou outras pistas para saber como a conversa está sendo recebida.
Por isso, reserve um tempo para pensar em possíveis interpretações antes de apertar o botão de envio ou de fazer um julgamento ou suposição sobre o que a outra pessoa disse.
Em um primeiro momento, considere as chamadas de vídeo para iniciar uma interação mais pessoal e conhecer a melhor a pessoa com quem você está conversando.
Se a conversa vai bem e o interesse é recíproco, pode ser uma boa idéia chamar a pessoa para um encontro.
Quando o encontro for acontecer, avise alguém para onde vai e marque encontros em locais públicos, afinal, sejamos realistas, não podemos confiar em todo mundo logo de cara.
É importante lembrar que se você está lendo essas dicas durante a pandemia de Covid-19, que está acontecendo no momento da publicação deste texto, é importante manter o isolamento social.
Não saia para encontros presenciais agora. Não coloque você ou as outras pessoas em risco. Essa não seria uma boa forma de começar um relacionamento.
 
Autismo, relacionamento amoroso e hiperfoco.
 
O hiperfoco é uma característica muito comum entre os autistas. Eles podem desenvolver interesses intensos em determinados assuntos e até mesmo em outras pessoas.
O hiperfoco pode ser benéfico quando se trata de um conhecimento ou de uma especialização, mas costuma ser mal interpretado se o foco é uma pessoa de interesse. Então, mesmo que você tenha a melhor das intenções, nesse caso, tome cuidado com o hiperfoco. Mensagens repetidas e atenção em excesso podem assustar a outra pessoa e afastá-la. Repare se a atenção está sendo correspondida antes de dar o próximo passo.
 
Autismo, relacionamento amoroso e sensibilidade sensorial.

 
Todos temos diferentes limites quando se diz respeito ao que é ou não é confortável. Principalmente entre os autistas, é comum algum incômodo quanto a ruídos e outros estímulos sensoriais.
Então, quando a hora do encontro chegar, leve em consideração os estímulos do ambiente escolhido. Afinal, uma perturbação na sensibilidade pode atrapalhar a fluidez do momento.
 
Ao mesmo tempo em que você precisa se preocupar se o local é adequado para você, é importante perguntar quais são os gostos da outra pessoa, afinal, o que é confortável para um, pode não ser para o outro. Mas não se preocupe tanto com isso, certamente existe alguma atividade que vai ser agradável para os dois.
 
Além disso, se engana quem pensa que só os estímulos auditivos e visuais precisam ser levados em consideração.
Vamos conversar um pouco sobre o contato físico?
Na próxima semana vamos falar sobre o contato físico.
 
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