18/02/2020 às 12h48min - Atualizada em 18/02/2020 às 12h48min

Rendas da participação especial dos municípios da Bacia de Campos encolheram no ano de 2019, apenas, Campos perdeu mais de cinquenta e oito por cento

Menos renda circulando na região do petróleo

José Alves
Considerando, agora na tabela em anexo, as rendas anualizadas da participação especial dos municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos e de Santos, somada a parcela creditada em fevereiro de 2020, referente ao último quadrimestre de 2019.

Observa-se, todavia, que o município de Campos recebeu menos 58,53% no ano de 2019 quando comparado ao mesmo período de 2018. Em 2019 em valores absolutos entraram no tesouro municipal o total de R$ 89,867 milhões e em 2018 o quantitativo financeiro de R$ 216,724 milhões.

Em relação ao município de Macaé, as perdas de 2019 em relação a 2018 chegaram a 86,70%.  Em 2019 entrou no tesouro macaense R$ 2,214 milhões e em 2018 o numerário de R$ 16,650 milhões.

No que tange doravante, a Rio das Ostras, o encolhimento das rendas petrolíferas atingiram 68,15% em 2019. Entrou no seu caixa em 2018 o montante de R$ 41,614 milhões e em 2019 apenas R$ 13,253 milhões.

No caso de São João da Barra, também, experimentou retração significa dos repasses da ANP de 59,31% em 2019 em relação a 2018. Em 2019 a prefeitura sanjoanense recebeu R$ 19,784 milhões e em 2018 R$ 48,626 milhões.

Já Maricá e Niterói tiveram respectivamente elevação de 0,39% e 0,25% em 2019 comparado a 2018. Por se tratar de municípios, que estão na zona petrolífera do pré-sal, ainda no limiar da curva de produtividade dos poços de petróleo.

Com isso, pode-se afirmar, de acordo com os números das rendas auferidas pelos municípios da Bacia de Campos, que infelizmente, estamos vivendo num processo de exaustão da produção. E o que fazer a partir de agora?   
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