07/02/2020 às 16h28min - Atualizada em 07/02/2020 às 16h28min

Rendas petrolíferas de Campos somaram mais de vinte e cinco bilhões de 1999 a 2019. Cadê o legado deixado por esta imensa quantidade de dinheiro?

Ciclo da riqueza chegou ao fim

José Alves
A tabela  traz o volume de recursos oriundos das rendas das indenizações do petróleo, que entraram nos respectivos caixas das prefeituras, de Campos, de Macaé, de Rio das Ostras, de S. João da Barra, de Quissamã, de Carapebus, de Búzios e de Cabo Frio. No período de 1999 a 2019, por serem os municípios produtores da Bacia de Campos, totalizando o extraordinário numerário de R$ 60,464 bilhões em valores reais, pelo INPC.  
 
No caso específico de Campos, cujos valores atingiram o patamar de R$ 25,345 bilhões ou 42% do total recebido, por toda a região de receitas dos royalties e da participação especial. E, mais do que o dobro das rendas auferidas por Macaé.
 
Iniciando o seu fluxo de entrada primeiramente, pelo governo Arnaldo Vianna, passando, pela gestão de Carlos Alberto Campista, depois por Alexandre Mocaiber, posteriormente, pela administração da prefeita Rosinha, e até o terceiro ano de mandato do prefeito Rafael Diniz.
 
Em face desse ciclo de prosperidade de extrativismo mineral, considerado uma dádiva da natureza que mais uma vez foi generosa com o município de Campos dos Goytacazes (RJ), e que agora, enfrenta uma crise econômica e a crise fiscal da prefeitura. Uma pergunta tem que ser feita aos prefeitos que tiveram a oportunidade de administrar os destinos do povo de Campos: qual  o legado deixado pelas sucessivas gestões que se revezaram no poder local, para as gerações futuras, já que ingressaram no tesouro municipal, somente na fonte de receita royalties e a participação especial, mais de vinte cinco bilhões de reais. Sem contabilizar as outras receitas como a do ICMS, a do FPM, a do IPTU, a do ISS, as Taxas e outras? E, ainda, será que temos uma saúde, uma educação, um plano de mobilidade urbana, um sistema habitacional digno para a população carente e uma estrutura produtiva de bens e serviços autossustentável compatíveis com o volume de dinheiro que circulou pelo erário publica municipal?
 
Então, caros campistas, acho prudente se fazer uma severa reflexão, debruçados nos números demonstrados neste estudo. Eis que as velhas oligarquias conhecidas de todos nós se apresentam neste, ano eleitoral de 2020, de carinhas novas. Como os verdadeiros sepulcros caiados. Se arvorando, pelos quatros cantos do município, como os paladinos da mudança e portadores de soluções dos problemas da cidade. E o pior, sem nenhum tipo de projeto estratégico e viável no sentido de se reverter o quadro de caos que se instalou no município. Para tristeza de todos nós.   
 
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