O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi corrigido ao vivo pela jornalista Adriana Araújo após mencionar, durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, a controvérsia envolvendo uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A entrevista foi exibida neste domingo (27).
Durante a conversa, Lula afirmou que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável” e passou a comentar a discussão que ganhou força nas redes sociais nos últimos dias. A jornalista Adriana Araújo interveio e alertou o presidente de que a informação que havia dado origem à polêmica era falsa.
“Mas foi uma fake news, né, presidente”, afirmou a jornalista.
Lula respondeu dizendo não saber se a informação era falsa e acrescentou que o assunto circulava com força nas redes sociais. O presidente afirmou ainda que Nossa Senhora Aparecida continuará sendo Padroeira do Brasil e defendeu o respeito entre diferentes religiões.
A informação falsa que ganhou repercussão nas redes atribuía a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Não existe atualmente proposta de autoria de Flávio com esse objetivo.
A origem da controvérsia está em um projeto apresentado há quase duas décadas. O PL 2.623/2007 foi protocolado pelo então deputado Professor Victório Galli, à época no PMDB de Mato Grosso, e pretendia substituir na legislação a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi rejeitada e arquivada em 22 de agosto de 2008, segundo os registros oficiais da Câmara dos Deputados.
Flávio Bolsonaro não era autor do projeto e não exercia mandato na Câmara dos Deputados naquele período. A associação da proposta antiga ao atual candidato do PL passou a circular nas redes durante a campanha de 2026 e foi classificada como falsa por veículos de imprensa. A própria GloboNews, que havia divulgado informação relacionada à existência de uma movimentação atual sobre o tema, posteriormente corrigiu a informação.
A controvérsia também chegou à Justiça Eleitoral. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que apresentassem como verdadeira a narrativa de que Flávio Bolsonaro ou integrantes de sua família pretendiam retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Parte dessa decisão, relacionada a uma postagem específica do humorista Antonio Tabet, foi posteriormente revertida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).





























